O sofrimento gerado pela covardia e malícia muitas vezes camuflado por sintomas físicos são alguns dos perigos relacionados ao bullying.
A organização, World Bullying Without Borders Organization (BSF), afirmou que no mundo, cerca de 200.000 crianças e adolescentes morrem por consequência do bullying e cyberbullying. Nos Estados Unidos, 340.000 casos registrados de bullying são severos, enquanto no Brasil são 300.000.
Ao interpretar os números como vidas afetadas, crianças em sofrimento e famílias despedaçadas, impotentes diante da falta de respostas para uma crise que está levando vidas inocentes.
No Brasil, 4 em cada 10 estudantes, entre 13 e 17 anos de idade, declararam que já sofreram bullying. Uma das barreiras para identificar os números reais de mortes provocadas por esse tipo de crime é a falta de esclarecimento das informações de casos de suicídio.
Um perigo sem fronteiras
O bullying vem ganhando cada vez mais força entre os países enquanto as iniciativas de combate buscam vencer esse mal. No Brasil, o aumento da violência nas instituições de ensino é um exemplo que revela a seriedade do assunto.
A normalização de ataques de ódio através de “manifestação” verbal contra o outro abre margem para o fortalecimento de quem usa de atitudes violentas com o objetivo de diminuir e atacar a vítima da vez
Enquanto isso, pais, educadores e líderes não possuem uma diretriz única de forma a atacar esse mal de maneira multidisciplinar. Cada vez que a violência aumenta, cresce também a falta de segurança e garantias de proteção, principalmente em locais onde deveriam garantir liberdade para todos.
De acordo com a Ministry of Human Rights and Citizenship (MDHC), em 2013, foram registradas 3.700 vítimas de casos violência interpessoal ganhando um salto para 13,100, o que equivale 254% de aumento.
Isso representa que além dos estudantes, professores, funcionários, colaboradores que trabalham no setor de educação também são vítimas diretas e indiretas do bullying.
Iniciativas importantes
Outro fato em comum entre Brasil e Estados Unidos é o combate ao bullying, onde ambos países possuem iniciativas de tolerância zero. Além de punições mais severas contra o cyberbullying, ações educativas obrigatórias para profissionais que trabalham com crianças e adolescentes são muito importantes.
Quando as instituições responsáveis atuam de forma efetiva e em colaboração com as autoridades locais o resultado de medidas de apoio e combate ao bullying tendem a receber melhor impacto de médio e longo prazo.
Neste ano, infelizmente casos de adolescentes que perderam a vida para o cyberbullying enquanto participavam de “desafios” online, assim como em caso que envolveu ameaças de automutilação que ganhou notoriedade da população foram utilizados como arma eleitoral.
Na próxima edição da coluna Saúde da Mulher, você vai poder aumentar o seu conhecimento sobre as medidas de prevenção ao bullying e como participar de oportunidades de apoio iniciativas que visam gerar locais mais seguros e vencem fronteiras.





