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Publicado em 5/10/2009 as 12:00am

Brasil quer ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016

Em Pequim, país terminou em 23º, com quatro ouros a menos que o 10º colocado. COB se inspira na Austrália para criar Instituto de Excelência


Pouco mais de 15 horas depois de o Rio de Janeiro ganhar pela primeira vez o direito de ser a sede dos Jogos Olímpicos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já falava nos planos de transformar o Brasil numa potência olímpica. Um sonho. Se o país vai dar o salto no quadro de medalhas que costuma acompanhar o país-sede, ainda não é possível saber. Mas um projeto para que isso ocorra já existe. E agora precisa sair do papel.


- O objetivo é o aumento da verba para o esporte de alto rendimento, para ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016. Queremos criar o Instituto de Excelência do Esporte. Para isso, esperamos mandar um projeto de lei ainda neste mês para que comece a funcionar em 2010. O orçamento do ano que vem ainda não foi aprovado, mas há previsão de fluxo de caixa – afirma o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, Ricardo Leyser.

Nos Jogos de 2008, em Pequim, o Brasil ficou em 23º lugar no quadro, com 15 medalhas: três ouros, quatro pratas e oito bronzes. O décimo país da lista foi a França, com sete ouros e 40 medalhas no total.

Para chegar ao modelo ideal tendo em vista as Olimpíadas de 2016, foram visitados centros de treinamento em países como Estados Unidos, Cuba, Alemanha e Inglaterra. O exemplo mais próximo do que se planeja para o Instituto, no entanto, vem da Oceania.


- A nossa inspiração é australiana. O Instituto não vai ter uma sede única. O eixo vai partir da modalidade, para que possamos aproveitar espaços já existentes como no caso do atletismo em Manaus. O laboratório tecnológico seria montado no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio - acrescenta Leyser.

O secretário diz que a gestão será estatal, por causa dos recursos investidos, mas feita em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Para Leyser, é possível alcançar resultados até 2016. A ex-jogadora de basquete e atual técnica da seleção brasileira feminina sub-15, Janeth Arcain, concorda.


- Sete anos, no nosso caso, é um tempo muito bom. As atletas da minha equipe estarão com 22 anos, e nós teremos mais jovens praticando esporte em nível olímpico até lá. O mesmo vale para outras modalidades – diz Janeth.


O superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, diz que já existe um planejamento feito até os Jogos de 2012 e outro de longo prazo até 2016, que será ampliado graças às Olimpíadas do Rio de Janeiro.


- Com a vitória da sede olímpica, esse plano deverá ser incrementado a partir de investimentos complementares. A cultura esportiva no país será fortalecida. Assim como aconteceu no Pan, teremos mais facilidade para a aquisição de equipamentos esportivos importados para a preparação e treinamento de todas as modalidades olímpicas, aumento do intercâmbio internacional, mais contratação de técnicos estrangeiros e melhoria do sistema de gestão das confederações. É um mundo de oportunidades que este momento histórico em Copenhague proporcionará ao esporte brasileiro – afirma Marcus VInícios.

Fonte: (G1)

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