Publicado em 14/10/2009 as 12:00am

Enquenta clima do 'jogo da década' entre Uruguai e Argentina

Montevidéu já pulsa à espera daquilo que a população local vem chamando de "jogo da década". A quarta-feira amanheceu chuvosa na capital dos uruguaios

   Montevidéu já pulsa à espera daquilo que a população local vem chamando de “jogo da década”. A quarta-feira amanheceu chuvosa na capital dos uruguaios, com vento forte e frio de aproximadamente dez graus. O clima cinzento ganha como contraste as cores da partida das 19h (horário de Brasília), no Centenário. Uruguai e Argentina decidem vaga na Copa do Mundo. E a cidade está mergulhada no clima do jogão.

Torcedores já circulam por Montevidéu com as cores de sua seleção. No shopping de Punta Carretas, cinco uruguaios saídos de Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul, vestiam, orgulhosos, a camisa celeste do Uruguai. A poucos metros dali, na concentração da Argentina, visitantes passaram a manhã a postos para “alentar” os jogadores, que preferiram ficar dormindo até depois do meio-dia, já que tiveram o sono da noite atrapalhado pelo foguetório promovido por uruguaios.

Nas janelas dos prédios, bandeiras do país estão expostas, em um misto de empolgação com a decisão da noite e patriotismo em função da disputa eleitoral para presidente. Os jornais clamam, em manchetes de capa, pelo apoio incondicional dos torcedores ao time comandado pelo “Maestro Tabárez”. As redes de televisão dedicadas ao esporte não param de falar da partida. Até programas de variedades, alguns voltados ao público feminino, contaram com entradas ao vivo de repórteres esportivos. Há jornalistas de todos os cantos do mundo – Espanha, Alemanha, Japão. É o jogo da década mesmo.

- Não tem uma partida assim há muito tempo. E não vai ter outra igual. Podemos ter novas decisões, mas não contra a Argentina, não com os dois lutando pela classificação – disse o taxista Pedro Maldonado.

Argentina ou Uruguai, Uruguai ou Argentina. Apenas um deles garantirá vaga na Copa nesta quarta-feira. Ao outro, restará a repescagem ou, pior ainda, a dor da eliminação.

Fonte: (G1)