Publicado em 21/11/2011 as 12:00am

Adriano revive Ronaldo e cai nas graças da torcida com apenas um chute a gol

Adriano se tornou um dos maiores atacantes do futebol brasileiro também pela sua capacidade de aproveitar boa parte das chances que tem frente a frente com o goleiro adversário. Contra o Atlético-MG, o Imperador não fugiu à regra ao dar apenas um chute, m

Adriano se tornou um dos maiores atacantes do futebol brasileiro também pela sua capacidade de aproveitar boa parte das chances que tem frente a frente com o goleiro adversário. Contra o Atlético-MG, o Imperador não fugiu à regra ao dar apenas um chute, marcar o gol da vitória por 2 a 1 que deixou o Corinthians mais perto do título brasileiro e, com isso, cair nas graças da torcida que lotou o Pacaembu neste domingo (38.493 pessoas).

O camisa 10 do Corinthians seguiu o roteiro de outro ídolo recente da história do clube e seu amigo pessoal: Ronaldo Fenômeno. Em 2009, o agora empresário marcou de cabeça no clássico contra o Palmeiras em Presidente Prudente o gol de empate que o fez ficar eternizado até hoje no estádio e ajudou na construção da empatia da torcida com ele.

As circunstâncias em que os dois marcaram o primeiro gol com a camisa do Corinthians foram parecidas: ambos não haviam sido ainda titulares, estavam fora de forma e driblaram a desconfiança e a galhofa de parte da opinião pública com o tento anotado.

Segundo o Datafolha, Adriano teve pouca participação nos 27min que ficou em campo contra o Atlético-MG. Foram cinco bolas recebidas e duas perdidas; dois desarmes e uma falta, além de quatro passes certos em cinco tentados (80% de aproveitamento). O Imperador acertou um cruzamento e errou um, e deu apenas um chute, que ‘somente’ definiu a partida.

Talvez ciente de que teve pouca participação, porém foi decisivo em um jogo vital para as pretensões corintianas de título, Adriano se disse abençoado por Deus após o fim da partida. “Deus sempre colocou obstáculo na minha vida. Devo esse gol ao grupo, aos diretores, aos torcedores, que têm paciência comigo. Foi muito bom reencontrar os gols e a torcida. Deus me abençoou para fazer esse gol”.

Adriano quebrou neste domingo um jejum de 547 dias (um ano e meio) sem balançar as redes. A última vez que o Imperador havia marcado um gol foi no dia 20 de maio de 2010, quando ainda atuava com a camisa do Flamengo – ele passou em branco pela Roma. Com a camisa do Corinthians, o camisa 10 demorou 78 minutos e quatro partidas para fazer o seu primeiro gol.

Diferentemente de muitos que passaram por situações semelhantes, Adriano não quis capitalizar o dia que foi seu. Convidado pela assessoria de imprensa do Corinthians a falar com os jornalistas, o Imperador declinou da ideia, e preferiu sair rápido sem falar com ninguém no seu Porsche avaliado em meio milhão de reais.

O único que falou em coletiva foi o técnico Tite, que minimizou a exaltação da opinião pública a Adriano e deu a entender que o gol decisivo não irá alterar em nada na programação estipulada de o jogador ficar como opção de banco no segundo tempo nos dois jogos restantes do Brasileirão.

“Ele tem espaço para melhorar, desde que entenda dessa forma e trabalhe forte. De mim ele vai ouvir sempre o sim na hora do sim e o não na hora do não. Vou procurar ser justo não só com ele”. 

Fonte: uol.com.br