Publicado em 19/06/2012 as 12:00am

Ansiedade faz cartolas do Corinthians perderem sono e levarem bronca da mulher

Falta de fome, sono e muita ansiedade. Não são só os torcedores que têm essas sensações nas vésperas de uma semifinal de Libertadores. Os dirigentes do Corinthians se concentram no trabalho para driblar o nervosismo e não escapam nem das broncas da mulher

Falta de fome, sono e muita ansiedade. Não são só os torcedores que têm essas sensações nas vésperas de uma semifinal de Libertadores. Os dirigentes do Corinthians se concentram no trabalho para driblar o nervosismo e não escapam nem das broncas da mulher que nem sempre têm paciência.

Edu Gaspar já viveu esse momento em campo quando o Corinthians foi eliminado nos pênaltis pelo Palmeiras em 2000, mas diz que a ansiedade hoje é muito maior. O atual gerente de futebol alvinegro confessa que até incomoda a esposa Paula.

"Preferia um milhão de vezes estar jogando. Chego em casa tarde, fico ansioso e minha mulher até briga: ‘você quer voltar a jogar?’ Tenho picos. É uma mistura de sentimentos, de muita expectativa".

O Corinthians está bem próximo de disputar um dos jogos mais importante de sua história, já que é a segunda vez que a equipe chega à semifinal do torneio continental. Agora, precisa apenas de um empate em casa diante do Santos para chegar à grande decisão.

Diferentemente dos colegas que fazem parte da alta cúpula alvinegra, o presidente Mário Gobbi tenta manter a serenidade e pensar que ganhar ou perder faz parte do esporte. Mas ele admite que é um momento mágico.

O mandatário controla o nervosismo mergulhando no próprio trabalho. Os cinco dias da semana passados no Parque São Jorge e o fim de semana dedicado a atender telefonemas e resolver pendências o deixam tranquilos de que está fazendo o melhor que pode.

"Estou fazendo o máximo e, se perder, ano que vem farei o máximo de novo. Tento passar equilíbrio ao torcedor, precisamos saber que é um jogo. É difícil, são três jogos, ainda falta muito para o título. Mas estamos vivendo um momento mágico, de alegria", disse ele que conta com o apoio irrestrito da mulher.

"Minha mulher aceitou o projeto junto comigo, é leal e solidária. Fiz um pit stop de três anos por causa do Corinthians. A candidatura não é só minha, mas também da minha esposa", finalizou.

Sem se importar em passar bom exemplo aos torcedores, o diretor de futebol Roberto de Andrade tem reações como as de qualquer corintiano. "Não tem como não ficar ansioso, é um fato inédito na história do clube. Perco sono e como bem menos".

Fonte: uol.com.br