Publicado em 22/07/2012 as 12:00am

Brasileiro dedica cinturão do UFC ao avô

Não precisou nem mesmo Bruce Buffer anunciar o resultado oficial e Renan Barão já estava comemorando. Quando o gongo do quinto round soou, ele pulava muito no octógono. Sabia que tinha vencido Urijah Faber e conquistado o cinturão interino dos galos no UF

Não precisou nem mesmo Bruce Buffer anunciar o resultado oficial e Renan Barão já estava comemorando. Quando o gongo do quinto round soou, ele pulava muito no octógono. Sabia que tinha vencido Urijah Faber e conquistado o cinturão interino dos galos no UFC 149, se tornando o quarto campeão brasileiro do evento no momento.

Ainda muito emocionado e empolgado com o cinturão, o lutador do Rio Grande do Norte conversou com o blog, direto da cidade canadense de Calgary. Ele não conseguia disfarçar a felicidade, estava esbaforido ao telefone, falava apressadamente. Nada mais compreensível depois de se tornar campeão do maior evento de MMA do mundo.

Nesse rápido papo, ele falou sobre a estratégia que usou no combate, sobre a importância de seus técnicos no córner e da emoção pela conquista.

Você se mostrou muito concentrado e muito focado na parte tática do combate, mantendo Faber longe, a uma distância segura. Como foi levar essa estratégia para o combate? Sabíamos que era a estratégia a ser usada, pois ele tem uma mão direita muito perigosa e uma guilhotina afiada. Sou mais alto e no final deu certo. Sabíamos que daria. O importante era que estávamos prontos para qualquer situação. Estava bem treinado para isso, então consegui manter a calma durante toda a luta.

Mas em certo momento você começou a usar chutes baixos, como o José Aldo tinha feita contra ele… Nossa tática era mais para chuta alto e chutar rodado, mas o Dedé viu uma falha na defesa dele no chute baixo, então passamos a explorar isso.

Você seguiu tudo que os treinadores Dedé Pederneiras e Jair Lourenço te pediriam ali no córner. Qual foi a importância desse trabalho deles? Nossos técnicos são nossos olhos do lado de fora, são nossos pais na academia, não poderia ser mais importante a participação deles. Eles são demais.

Mas parece que está difícil até de falar… Como está sendo a emoção desse título? É sério, cara. Não estou acreditando nisso ainda. É um sonho que estou realizando, um sonho que começou muitos anos atrás e que espero não acordar.

E para quem você dedica esse cinturão? Vou dedicar esse cinturão ao meu avô, que sempre me apoio, que sempre esteve do meu lado, o melhor momento da minha vida é para ele.

Se você puder escolher, prefere pôr o cinturão interino em jogo ou esperar mais para enfrentar o campeão Dominick Cruz após ele se recuperar? Não estou pensando se vou defender meu cinturão ou se vou enfrentar o Cruz. Quero apenas comemorar agora. Isso eu deixo na mão do Dedé. Sou empregado do UFC e quem ele escolherem eu vou enfrentar.

Fonte: uol.com.br