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Publicado em 14/08/2012 as 12:00am

Mano espera despertar Neymar após frustração

Não precisou Mano Menezes dar nome aos bois. No treino desta terça-feira da seleção brasileira no estádio Rasunda, em Estocolmo, o treinador deixou claro que uma prioridade para o amistoso desta quarta-feira (às 15h de Brasília) com a Suécia é com o estad

Não precisou Mano Menezes dar nome aos bois. No treino desta terça-feira da seleção brasileira no estádio Rasunda, em Estocolmo, o treinador deixou claro que uma prioridade para o amistoso desta quarta-feira (às 15h de Brasília) com a Suécia é com o estado d’alma dos jogadores. E ainda que tenha evitado dar pistas mais diretas, Neymar surgiu como uma espécie de sujeito oculto.

Desde a derrota para o México na final olímpica, quando sua expressão de desânimo foi estampadas em várias mídias ao redor do mundo, Neymar mostrou um comportamento bem menos expansivo do que o habitual – algo preocupante também diante do protagonismo do atacante na equipe.

E que não vai mudar apenas com a visão do jogador dando algumas risadas na roda de bobo do treino ou publicando uma foto ao lado do apresentador de TV e empresário Sílvio Santos.

Mano sabe que os críticos do jogador têm afiado as garras depois de o jogador ter rendido bem menos que o esperado justamente em Wembley, quando a seleção mais precisou de inspiração. Mas ao mesmo tempo em que precisa chacoalhar Neymar, tem de fazê-lo de forma carinhosa. Daí o tom de agente-duplo que adotou quando perguntado sobre a recuperação emocional da falha no tabu olímpico brasileiro.

"Conversamos antes do primeiro treino aqui (em Estocolmo), mas não temos como apagar essas questões (da tristeza) num curto espaço de tempo, é óbvio que elas ficam na memória. Mas temos de mostrar capacidade de reação rápida. Os jogadores sabem que isso é uma característica do futebol, ainda mais na seleção. Mas tenho confiança plena de que vamos fazer um grande jogo contra a Suécia. Perdemos uma decisão, mas ganhamos uma medalha de prata e chegamos muito perto de nosso maior objetivo. Não precisamos de uma transformação geral, muito pelo contrário", explicou o treinador.

Mano nem por isso tem paciência infinita, até porque a sua situação no comando da equipe inspira cuidados, com uma derrota no Rasunda podendo abreviar sua passagem pela seleção. Por isso, seu discurso envolve também mexer com os brios do grupo e, por extensão, os de sua principal estrela.

"Todos nós precisamos dar uma resposta rápida. O que virá agora é a demonstração da capacidade de cada um nesse sentido, e a capacidade do coletivo de dar uma resposta forte. Nós acreditamos que estejam aqui reunidos boa parte dos jogadores que seguirão em frente e chegarão à Copa. A resposta precisa ser proporcional à confiança depositada (neles)", afirmou.

Por mais que a derrota tenha multiplicado a importância do amistoso festivo contra os suecos, a proximidade em relação à final olímpica pode acabar ajudando os planos de Mano – tanto os de ganhar tempo quanto os de ver jogadores como Neymar tentando olhar para o restante do calendário em vez de deixar a mente voltar a Wembley. Até porque num mundo tão permeado pelas tecnologias de comunicação seria impossível isolar os jogadores das repercussões dos últimos acontecimentos.

"O isolamento não é possível no mundo de hoje. Precisamos assimilar as coisas como são. Quem está na seleção não pode achar que vai ser sempre ser elogiado ou que não receberá críticas mais duras ou às vezes até mais injustas", afirma o treinador.

No entanto, desde a zona mista pós-final, Neymar vem mantendo um silêncio. E essa ausência de palavras pode soar tanto estratégica quando preocupante.

Fonte: uol.com.br

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