Publicado em 9/10/2012 as 12:00am

Kaká pode reforçar condição periférica de Lucas

O retorno de Kaká à seleção para os amistosos contra Iraque e Japão pode até ter sido resultado do cuidado de Mano Menezes em não canibalizar os elencos de times domésticos num momento de definições na Série A do Campeonato Brasileiro. Ironicamente, no en

O retorno de Kaká à seleção para os amistosos contra Iraque e Japão pode até ter sido resultado do cuidado de Mano Menezes em não canibalizar os elencos de times domésticos num momento de definições na Série A do Campeonato Brasileiro. Ironicamente, no entanto, a presença do meia do Real Madrid no grupo poderá empurrar um pouco mais para a periferia justamente um nome nacional que tem perdido espaço na preferência do treinador: Lucas.

O meia-atacante do São Paulo ainda não conquistou de vez a confiança de Mano, que nos últimos meses em algumas vezes cobrou dele melhores atuações pela equipe. Durante as Olimpíadas, Lucas foi preterido por Hulk e foi titular em apenas uma partida da campanha no Reino Unido como titular.

"Não considero o Lucas menos jogador por ter entrado menos em determinado momento. O técnico tem uma intenção, mas às vezes as coisas não andam na mesma velocidade que o torcedor quer", disse o técnico, após as Olimpíadas.

Mano prometeu mais chances para o são-paulino. Ele começaria as quatro partidas seguintes, contra África do Sul, China e duas vezes com a Argentina. Foi assim em três jogos, já que o último contra os argentinos, previsto para a última quarta-feira, não ocorreu, cancelado por falta de luz no estádio Centenario, em Resistencia.

Sacar Lucas do time titular rendeu uma sonora vaia ao treinador em Goiânia, na vitória sobre a Argentina. O meia-atacante foi substituído por Wellington Nem. O técnico creditou a reação a preferencias clubísticas dos torcedores.

Durante a convocação para os amistosos contra Iraque e Japão, Mano já avisou que utilizaria Kaká ao lado de Oscar em pelo menos uma das duas partidas de outubro. O treinador poderá inclusive observar o desempenho de Kaká numa posição um pouco mais adiantada, a exemplo do que vem acontecendo no Real Madrid.

Certo é que a situação promete trazer um pouco mais de estresse para a vida de Lucas, que além de tentar ajudar o São Paulo a fechar o Brasileirão no G4 prepara-se para a mudança de ares e cidade. Em janeiro, ele se apresentará ao PSG, seu novo clube, com a responsabilidade de fazer valer o preço de mais de 40 milhões de euros pagos por seus serviços.

Se uma comparação direta entre os dois jogadores seria injusta, não é um exercício de imaginação muito extenso imaginar que um bom desempenho de Kaká contra iraquianos e/ou japoneses poderá proporcionar a Mano soluções para melhorar qualidade e velocidade na criação de jogadas, um problema pelo qual ele já incluiu Lucas como culpado, tendo inclusive alfinetado o jogador publicamente após a vitória por 2 a 1 sobre a Argentina (mais uma partida em que Lucas foi substituído). ‘’Achei que ele poderia ter rendido mais’’, comentou o técnico.

Fonte: uol.com.br