Publicado em 12/01/2013 as 12:00am

Bisping diz que Belfort vai ser saco de pancada

Michael Bisping é um daqueles lutadores que não mede seus gestos: provoca os rivais, retruca jornalistas e até manda dedo do meio se é vaiado em pesagens. Ele lembra o velho conhecido dos brasileiros - e ex-rival dentro do octógono - Chael Sonnen. Mas o i

Michael Bisping é um daqueles lutadores que não mede seus gestos: provoca os rivais, retruca jornalistas e até manda dedo do meio se é vaiado em pesagens. Ele lembra o velho conhecido dos brasileiros - e ex-rival dentro do octógono - Chael Sonnen. Mas o inglês refuta qualquer comparação. Próximo de encarar a torcida paulista no UFC de São Paulo, dia 19 de janeiro, ele diz que não veste máscaras como o norte-americano e que apenas diz o que pensa. E, fazendo jus às palavras, promete: "não venho a São Paulo ser nocauteado por Vitor Belfort".

Bisping esteve em São Paulo em dezembro para promover o evento, o primeiro na capital paulista em 15 anos, e em todo o momento se mostrou atencioso, bem humorado e contente em poder participar de um desafio como estes. Fez elogios à cidade e até ao próprio Belfort, mas não fugiu das perguntas sobre o jeitão bad boy que costuma ser usado para descrevê-lo.

A maior polêmica para o duelo com o brasileiro foi quando o inglês de Manchester resolveu dizer que espera fazer de Vitor o seu "saco de pancadas". Segundo Bisping, não há nada mais natural que isso.

"Não tento ser como Sonnen. Eu disse que Vitor vai ser meu saco de pancadas porque - e vou ter que contar uma verdade - nós vamos bater um no outro (risos). Ele vai tentar me nocautear no primeiro minuto, então vou ter de fazê-lo um saco de pancadas. Não é dizer nada ruim, eu só vou tentar bater nele o máximo de vezes quanto puder e nocauteá-lo. É isso que nós fazemos como lutadores", explicou um bem humorado Bisping.

Para o inglês, a grande diferença de seu estilo com o de Sonnen é que, diferentemente do norte-americano, ele não faz um "papel" apenas para vender seus combates.

"Se Chael Sonnen veste uma máscara e faz um papel, para mim não é desta forma. Eu sou apenas um cara emocional. Às vezes falo coisas sem pensar, ou fico bravo. Mas é porque sou real. Eu falo o que penso, não o que acho que vai virar uma manchete. Dizer a verdade faz de mim um cara bad boy? Sou um cara legal: casado, pai de três crianças, faço tudo pela minha família e trato todos com respeito", diz o inglês. "Mas não ligo para o que falam. Podem falar que sou o maior pedaço de m... do mundo, que não piscarei, nem perderei meu sono."

Em São Paulo, o único momento em que Bisping se mostrou mais sisudo, chateado mesmo, foi quando Belfort o chamou de "hooligan". A resposta a essa provocação de Vitor veio algum tempo depois e foi bem ao seu jeito: "Estava sendo educado, polido, então ele resolve falar m*rda e dizer que sou um p*rra de um hooligan? Vá se f*der! Eu vou para o Brasil para acabar com ele."

Acostumado às vaias

Inglês, Bisping é um dos lutadores mais antigos ainda em atividade no UFC. Como a organização é baseada nos EUA, isso fez com que ele se acostumasse a lutar fora de casa e também com as vaias dos torcedores. Por isso, ele não se sente pressionado por lutar em São Paulo, mesmo sabendo do calor da torcida brasileira.

"Eu espero apenas que a torcida seja insana. Espero uma grande energia. Ele vão torcer muito pelo Vitor, e eu entendo isso. Vou vir aqui, fazer o papel do cara mal, mas ficarei calmo", disse ele. "Eu planejo a quem deu seu dinheiro pelo ingresso uma boa luta, mas eles vão voltar para casa desapontados com o resultado. Não venho aqui para ser nocauteado na frente de todo mundo. Eu venho para vencer."

Bisping viu pela televisão edições anteriores do UFC no Rio de Janeiro, e admite que ficou espantado com a reação dos torcedores.

"Eu gosto desse calor, me lembra da torcida inglesa. Tivemos eventos assim na Inglaterra, parece um público de futebol. Respeito muito a torcida e o Vitor, lembro de o ver lutando quando eu ainda era um garoto", concluiu o inglês, que tem um cartel de 23 vitórias e quatro derrotas. 

Fonte: Brazilian Times