Publicado em 19/02/2013 as 12:00am

Pistorius mantém versão de ter confundido namorada com ladrão

"Não consigo entender como posso ser acusado de assassinato premeditado. Eu não quis matar Reeva Steenkamp". Foi desta forma que Oscar Pistorius começou sua defesa, nesta terça-feira, na Corte Magistral de Pretória (África do Sul). O atleta paraolímpico é

"Não consigo entender como posso ser acusado de assassinato premeditado. Eu não quis matar Reeva Steenkamp". Foi desta forma que Oscar Pistorius começou sua defesa, nesta terça-feira, na Corte Magistral de Pretória (África do Sul). O atleta paraolímpico é acusado de assassinar sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, na última semana, em sua casa. Bastante emocionado, ele garantiu tê-la confundido com um ladrão e deu sua versão para os fatos.

"Em 13 de fevereiro, Reeva e eu concordamos em ter um jantar tranquilo em casa. Mais tarde, ela fez exercícios de yoga. Reeva comprou para mim um presente de Dia dos Namorados. Nós estávamos profundamente apaixonados (momento em que Oscar soluça). Eu estava assistindo TV e estava sem minhas pernas. Ela estava fazendo yoga. No final da noite, nós fomos para a cama", falou.

"Estou perfeitamente consciente de que pessoas conseguem entrar nas casas para cometer crimes, eu já recebi ameaças de morte", disse o atleta, que confirmou dormir com uma pistola 9mm "embaixo da cama".

"Eu acordei para fechar a porta da varanda e ouvi um barulho no banheiro. Fiquei assustado e não liguei a luz. Eu peguei minha arma e me movi até o banheiro. Gritei para o intruso, pois como estava sem minhas pernas, me senti vulnerável, e tinha que proteger Reeva e eu. Disparei em direção à porta do banheiro e disse a Reeva para chamar a polícia. Então eu percebi que Reeva não estava lá (na cama). Fui até a varanda e gritei por ajuda. Então coloquei minhas pernas. Reeva estava caída no chão do banheiro e ainda estava viva", contou.

"Eu chamei os paramédicos e tentei leva-la ao hospital. Eu tentei salvar Reeva, mas ela morreu em meus braços. Não consigo suportar quanta dor eu causei. Eu acredito que a evidência forense provará o que estou dizendo", garantiu Oscar Pistorius. O corredor também explicou o que fez com um taco de críquete a imprensa sul-africana afirmou que ele a teria usado para acertar Reeva: "Eu usei um taco de críquete para quebrar a porta do banheiro".

"Com o benefício da retrospectiva, eu percebi que Reeva foi ao banheiro quando eu fui fechar a porta da varanda", prosseguiu o atleta, que ligou para o amigo Justin Divaris e contou a história.

Oscar Pistorius, que tenta a liberdade condicional (está preso desde sexta-feira), fechou seu depoimento dizendo: "Não sei de qualquer testemunha deste caso, e não vou interferir com qualquer testemunha".

Fonte: MSN BRASIL