Publicado em 21/04/2013 as 12:00am

Ex-jogador do Botafogo continua desaparecido, e família vive drama

Dona Dinéia, mãe de Wescley, não faz ideia do que pode ter acontecido com o filho, supostamente assassinado, e quer ao menos encontrar o corpo


Há 15 dias a família do ex-jogador do Botafogo Wescley Vieira Calixto, de 55 anos, vive um drama. Sem saber exatamente o que aconteceu com ele, a mãe do ex-alvinegro, Dona Dinéia, acredita em assassinato e quer, ao menos, encontrar o corpo do filho. Segundo ela, todos os dias seu outro filho, Marco César, sai em busca de notícias, mas ainda não conseguiu descobrir nada sobre o ocorrido. A polícia segue investigando o desaparecimento de Wescley, que teria sido confundido com policiais na comunidade Jardim Gramacho, em Duque de Caxias. 

- Não temos notícia nenhuma. Meu filho (Marco César) já foi procurar no necrotério em Duque de Caxias, vai à delegacia todos os dias e ninguém fala nada. O delegado diz que está agindo, mas a gente está vivendo esse drama muito triste. Estamos nesse impasse - lamentou a mãe de Wescley.

Para Dona Dinéia, o mais estranho é que Wescley não costumada frequentar a Baixada Fluminense, onde teria ocorrido o crime. De acordo com ela, que mora em Ricardo de Albuquerquer, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o filho havia sido levado para um trabalho em Minas Gerais por um amigo recente e, em sua última ligação para casa, no dia 8 de abril, disse que voltaria para o Rio de Janeiro na quarta-feira seguinte, dia 10. O que não aconteceu.

- Criei meu filho com carinho. Escutamos falar que mataram o outro rapaz que estava junto trabalhando com ele. Meu filho não era de ir à Baixada. Ele se dava com todo mundo, ia ao Piscinão de Ramos, mas não à Baixada. Ele não ia para esses lados, não sei como aconteceu isso. Esse rapaz que morreu era jogador também. Agora, neste ano, que ele começou a aparecer. Apareceu agora chamando ele para fazer esse serviço em Minas (Gerais) e ele passou um mês lá. Mas ele ligava para mim. Disse que dia 10 viria para o Rio e viria em casa e não apareceu. O compadre dele diz que ele almoçou no Piscinão de Ramos com esse rapaz, e que toda hora uma mulher ligava para ele. Quem sabe não foi ela que arrastou eles para lá (Duque de Caxias) - questiona-se a senhora.

Na semana passada, seguindo a suspeita de que os corpos de Wescley e os de outras duas pessoas tinham sido jogados no Rio Sarapuí, em Duque de Caxias, houve uma busca com a presença do delegado titular da 59ª DP (Duque de Caxias), Claudio Vieira, juntamente com o Corpo de Bombeiros. A procura aconteceu das 14h às 15h55, mas o corpo não foi encontrado.

Os corpos das duas outras vítimas, no entanto, já teriam sido encontrados, o de Wescley, porém, segue desaparecido.

- Meu filho ouviu falar que apareceram outros corpos. Minha agonia é essa. Nem no rio, na favela, não está em lugar nenhum - desabafou Doan Dinéia.

Wescley (a pronúncia era Wecsley, e assim seu nome era grafado nas súmulas) completou 55 anos em 2013. Ele jogou no time profissional do Botafogo entre 1977 e 1982 (veja vídeo ao lado) e no Fortaleza em 1983 - pelo qual foi campeão cearense. Antes, atuou nas categorias de base do Botafogo. Era considerado uma joia, mas acabou não tendo uma carreira de grande destaque. No elenco principal, Wescley jogou ao lado de atletas de renome como Paulo Cesar Caju e Mendonça.

Fonte: www.globo.com

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