Publicado em 18/08/2013 as 12:00am

Federações mostram apatia sobre desvios de dinheiro na CBF

Federações mostram apatia sobre desvios de dinheiro na CBF


As federações estaduais de futebol deveriam ser responsáveis, entre outras tarefas, por fiscalizar os atos da diretoria da CBF. Mas cartolas demonstram apatia e até desconhecimento em relação ao escândalo de desvio de dinheiro dos amistosos da seleção brasileira revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

O blog conversou com três dirigentes dessas entidades sobre o caso. Houve uma defesa do presidente da confederação, José Maria Marin, descaso e um pedido tímido de esclarecimento. Ninguém falou em abrir investigação sobre o caso.

“Impossível ter um pagamento da CBF que não esteja respaldado em contrato. Não existe entidade privada mais auditada do que a CBF”; defendeu o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, que é árduo defensor de Marin. “É difícil (de ser verdade). Tem que haver provas. Tenho uma carreira longa e ouvi várias coisas em corredor e nunca se confirmaram.”

Detalhe: esse depoimento foi dado sem que ele conhecesse bem os detalhes do caso. Na mesma situação estava o presidente da Federação Paraense, Antônio Carlos Nunes, que disse não conhecer o assunto, nem se interessar por ele. ”Não interfere nas federações, então, afeta só a CBF”, eximiu-se o Coronel Nunes.

Outro que não tinha muitas informações sobre o tópico era o presidente da Federação Rio-Grandense de Futebol, José Vanildo, que afirmou que faz tempo que não fala com ninguém da CBF. Ele adotou uma postura diferente e disse que a confederação deveria explicar o caso.

“Tudo que for denunciado merece um esclarecimento da CBF. Uma denúncia desse tamanho: a CBF tem que se posicionar”, observou o cartola do Nordeste.

Dirigentes de oposição, como os da Bahia e do Rio Grande do Sul, e de situação como São Paulo foram procurados pelo blog, mas ou não foram encontrados ou não retornaram as ligações. A confederação até agora alega que desconhece os contratos que preveem pagamentos para um amigo de Teixeira no EUA como parte do dinheiro referente a amistosos da seleção.

Fonte: www.uol.com