Publicado em 25/06/2014 as 12:00am

Cruzeiro amplia programa de sócios nos EUA

O Cruzeiro segue apostando forte no projeto de Sócio do Futebol e a nova empreitada do clube é a expansão do programa para torcedores do exterior. Aproveitando a estadia celeste nos Estados Unidos, a diretoria está tentando capitalizar com novas adesões e

O Cruzeiro segue apostando forte no projeto de Sócio do Futebol e a nova empreitada do clube é a expansão do programa para torcedores do exterior. Aproveitando a estadia celeste nos Estados Unidos, a diretoria está tentando capitalizar com novas adesões e prometem regalias especiais para compensar o torcedor estrangeiro.

O projeto foi lançado no último domingo e os cruzeirenses que moram nos Estados Unidos já podem se tornar sócios-torcedores normalmente. A expansão do programa se deu em virtude da grande quantidade de cruzeirenses na cidade de Framingham, que lotaram o Bowditch Stadium, no jogo contra o Miami Dade.

"Isso é a força da marca Cruzeiro, que está sempre expandindo e crescendo, até no estrangeiro. A gente vai continuar a desenvolver esse trabalho, inclusive aproveitando esse entusiasmo da população brasileira que mora no estrangeiro, com muitos mineiros nos Estados Unidos, principalmente nessa região", disse o mandatário celeste em entrevista à Rádio Itatiaia.

Com os sócios que moram fora do Brasil não terão oportunidade de acompanhar os jogos da equipe no Mineirão, a diretoria estuda dar alguns privilégios para esses associados quando visitarem a cidade de Belo Horizonte. "Quando forem ao Brasil, podem fazer contato com o nosso marketing, conhecer a Toca II, assistir jogos, ver um jogo do Cruzeiro com a gente no nosso camarote", contou Gilvan Tavares.

A diretoria ainda estuda outras formas de compensar esses torcedores, que pagarão cerca de US$ 150 anuais. Ele ainda exaltou o sucesso do programa, que hoje é o terceiro maior do Brasil com 58.841 sócios (até a tarde de segunda-feira). Somente Grêmio, com 77.503 associados e Internacional, com 119.159, possuem mais contribuintes. 

A meta ousada de Gilvan é ultrapassar os gaúchos. "Temos que expandir o programa de sócios, porque hoje temos o melhor programa de sócios do Brasil. Hoje, o Cruzeiro tem mais torcedores que muitos times, como os do Sul. Então porque não ter mais sócios? Quem está bancando o time é sócio, então conclamo a todos aderirem o sócio", ressaltou.

O presidente celeste ainda destacou a importância do sucesso do projeto para as finanças do clube estrelado, que possibilita fazer contratações e garantir a manutenção do elenco. De acordo com o cartola, o Cruzeiro não precisa mais se desfazer dos principais jogadores e promete jogo duro para segurar os atletas.

"O time e o plantel são investimentos do torcedor para que o Cruzeiro continue embalado como está e manter os jogadores sem necessidade de vende-los como antigamente. Para bancar a folha, tinha que vender os melhores atletas, os de melhor nível. Hoje, não precisamos fazer isso, só vendemos quando não há possibilidade de segurar, porque a torcida está bancando e investindo no time", destacou.

O Cruzeiro possui o programa de sócio há cinco anos, mas ele foi reformulado com a reinauguração do Mineirão. O sucesso entre os torcedores foi enorme e o crescimento foi um dos maiores entre todos os grandes clubes do Brasil em 2013, quando começou o ano com cerca de 7.500 pessoas fidelizadas.

Desde então o Cruzeiro tem resistido as investidas de outros clubes por seus jogadores. As únicas vendas no período foram de Montillo, para o Santos, em dinheiro que foi utilizado para a reconstrução do time, e os jovens Vinícius Araújo e Wallace. O atacante foi para o Valencia e o zagueiro está saindo para o futebol europeu. Juntos, os dois irão render aproximadamente R$28 milhões.

Por outro lado, o clube investiu na aquisição de vários jogadores como Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Dagoberto, Dedé, Júlio Baptista e mais recentemente em Neilton e Marquinhos. Agora está tentando adquirir o atacante Willian em definitivo, por 4 milhões de euros. Também já recusou propostas milionárias para vender Dedé e Everton Ribeiro.

Fonte: Brazilian Times