Publicado em 22/12/2014 as 12:00am

NYTIMES retrata Medina como a 'tempestade brasileira' no surfe

"O surfe profissional tem sido dominado por americanos e australianos, mas a torcida do Brasil estava na praia com o pensamento grande.

Principal jornal dos Estados Unidos, o New York Times repercutiu o título mundial conquistado por Gabriel Medina no Havaí. A publicação norte-americana citou o fato de um esportista do Brasil se consagrar mundialmente mesmo não sendo um jogador de futebol e deu atenção a um torcedor de Medina, que retratou o atleta como "a tempestade brasileira que chegou ao surfe".

"O surfe profissional tem sido dominado por americanos e australianos, mas a torcida do Brasil estava na praia com o pensamento grande. Um fã entusiasmado segurava um cartaz que dizia: 'A tempestade brasileira está chegando'", relatou o jornal.

A matéria analisou o feito de Medina de outra ótica. Narrou, por exemplo, a postura do astro Kelly Slater, surpreso com a quantidade de torcedores brasileiros na praia para a disputa das fases finais da competição em Pipeline.

Batido por Medina na decisão do título, Slater se viu falando mais do concorrente brasileiro à imprensa do que das ondas havaianas.

O título inédito do jovem de 20 anos, a primeira de um brasileiro pelo Circuito Mundial de Surfe (WCT), foi lembrado pelo jornal dos Estados Unidos.

"O novo herói do Brasil encara ondas gigantes em vez de correr nos campos", sintetizou o NYT.

Medina, que chegou à ilha americana como líder do ranking da ASP (Associação dos Surfistas Profissionais), assegurou a conquista depois que o também brasileiro Alejo Muniz bateu o australiano Mick Fanning na repescagem (quinto round) por 6,53 a 2,84.

Aos 20 anos (completará 21 no dia 22 de dezembro), Medina se iguala a Slater como o mais jovem a conquistar um título mundial.

Além disso, obtém outros feitos importantes. É o primeiro sul-americano na era do profissionalismo a levar a taça e apenas o terceiro nascido fora dos Estados Unidos, Austrália e Havaí a conseguir tal façanha. Os outros haviam sido o sul-africano Shaun Tomson (na IPS, em 1977) e o britânico Martin Potter (já pela ASP em 1989).

Fonte: Da Redação