Publicado em 24/11/2017 as 9:00am

DIA DE DOAR

BrazilFoundation realiza campanha beneficente para ajudar crianças no Brasil.

O sonho do menino Kauan Silva, de 11 anos, é ser jogador de futebol, mas como muitas crianças no Brasil, ele enfrenta a desnutrição. No CREN (Centro de Recuperação e Educação Nutricional), referência em pesquisa e tratamento da desnutrição, subnutrição e obesidade, ele encontrou apoio e está se recuperando da doença. Participa de ações educativas, recebe atendimentos médicos e especializados, bem como visitas em casa para orientação da família. Assim como Kauan, milhares de meninos e meninas no Brasil precisam de apoio e oportunidade para vencer desafios e alcançar seus sonhos. E com sua ajuda eles podem chegar lá!

Entendendo que a filantropia pode ser uma ferramenta poderosa para a construção de um país melhor, a BrazilFoundation convida brasileiros e brasileiras a participarem no dia 28 de novembro do #diadedoar. A data faz parte de um movimento mundial para mostrar que a solidariedade de cada indivíduo tem papel fundamental na construção de um mundo melhor. A ideia surgiu nos Estados Unidos em 2012, em contraponto ao consumismo incentivado pelas festas de fim de ano e pela famosa “Black Friday” e, em 2013, a mobilização passou a ser realizada também no Brasil.

Para celebrar este movimento no país, a BrazilFoundation preparou uma ação especial para #diadedoar. Na plataforma abraceobrasil.org, estão 100 organizações sociais que, assim como o CREN, propõem soluções para desafios enfrentados por comunidades de todo o país e foram selecionadas para participar de uma grande campanha de crowdfunding, a Abrace o Brasil. Desde setembro, a iniciativa está sensibilizando uma rede internacional de doadores interessados no desenvolvimento do país para ajudar a promover oportunidade e justiça social. Já são mais de 2.000 doações vindas de países como os Estados Unidos, Inglaterra, Finlândia, França, Dinamarca, Alemanha, Espanha e do Brasil.

Simone Alves dos Santos, moradora da comunidade Eliana Silva, em Belo Horizonte.

Abraçar o Brasil é também realizar sonhos

Na campanha Abrace o Brasil encontramos muitas histórias reais que inspiram e mostram a força da filantropia, como a de Simone Alves dos Santos, moradora da comunidade Eliana Silva, no Barreiro, em Belo Horizonte. Ela diz que sua vida mudou depois que conheceu a Arquitetura na Periferia. O projeto ensina mulheres de baixa renda a melhorem suas próprias moradias. Elas aprendem desde o planejamento das obras a técnicas e práticas de construção. Colocam a mão na massa literalmente e, além de beneficiárias, se tornam protagonistas e corresponsáveis pelos trabalhos.

“Estou me sentindo muito melhor, com a autoestima maior, porque tem muito tempo que eu estou sem banheiro. E agora eles estão me proporcionando uma oportunidade de ter um banheiro, meu e da minha filha. Com as arquitetas, com a ajuda delas e de todas as meninas, eu consegui ver que eu preciso ter iluminação na minha casa, ventilação” – diz Simone.

Assim como o CREN e a Arquitetura na Periferia, todas as iniciativas selecionadas para a campanha Abrace o Brasil já foram apoiadas pela BrazilFoundation e desenvolvem um trabalho sério e transformador. A mobilização que surgiu a partir da campanha está construindo uma grande rede de solidariedade que envolve, além de antigos e novos interessados nas diversas causas, integrantes de comunidades que já foram beneficiados pelas doações de outras pessoas.

Em Teixeira, na Paraíba, a comunidade está dando um exemplo de solidariedade. Eles conhecem de perto as dificuldades de quem vive sem água. Na região, o clima semiárido e as chuvas irregulares deixam comunidades inteiras sem acesso ao recurso natural e muitas famílias não têm água para beber, nem para produzir alimentos. Incentivados pela Abrace o Brasil, agricultores que já enfrentaram a seca e foram beneficiados pela construção de cisternas pelo CEPFS (Centro de Educação Popular e Formação Social), fizeram doações para que outras pessoas também tenham acesso aos sistemas de segurança hídrica.

“A crise é forte e as pessoas estão descapitalizadas, mas assumem atitudes solidárias a partir da vivência, por já ter recebido algo fruto da solidariedade” – diz José Dias Campos, Coordenador executivo do CEPFS.

Para mais informações, acesse www.abraceobrasil.org

Fonte: Redação - Brazilian Times