Publicado em 21/02/2011 as 12:00am

Embaixadora da Mulher dos EUA elogia programas brasileiros

A embaixadora-geral para Assuntos Globais da Mulher dos Estados Unidos, Melanne Verveer, encerrou sua viagem de três dias ao Brasil visitando a Delegacia Especial de Atendimento

A embaixadora-geral para Assuntos Globais da Mulher dos Estados Unidos, Melanne Verveer, encerrou sua viagem de três dias ao Brasil visitando a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na capital federal, uma das primeiras a serem criadas no país (1987). Verveer, que conhece o país há 15 anos e também esteve no Recife, elogiou os programas de transferência de renda do governo federal, como o Programa Bolsa Família, e as iniciativas para a inclusão da mulher.

Ela afirmou que existe um grande compromisso do governo brasileiro. “Um desafio que compartilhamos”, comentou a embaixadora antes de se referir à Dilma Rousseff. “Eu me identifique com as palavras da presidenta que disse que quando melhoram as condições das mulheres, melhoram as condições da sociedade”, continuou.

Segundo a embaixadora, há “comprometimento” de lideranças políticas e espírito de inovação no Brasil. A Deam que visitou, em sua opinião, “seria não só um modelo para o país, mas também para o mundo”.

Apesar dos elogios, a delegada-chefe da Deam, Mônica Ferreira, fez questão de esclarecer à embaixadora de que ainda há dificuldades para as mulheres serem protegidas no Brasil. Segundo ela, muitas vítimas de violência não conseguem assistência de advogados; e ainda há homens e mulheres que não conhecem a Lei Maria da Penha, que há quase cinco anos criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

O problema do desconhecimento da lei é associável a dois outros fenômenos verificados desde a sua sanção, e lembrados pela delegada ao conversar com a embaixadora Verveer: casos de mulheres que não conseguem registrar a ocorrência em delegacias não especializadas e decisões da Justiça que contrariam a lei.

“Se não insistirmos nisso poderemos perder”, afirmou a delegada à embaixadora antes de detalhar aos jornalistas que acompanhavam a visita que espera maior atuação em favor da lei pelos “operadores do direito” [delgados, promotores, defensores públicos, juízes] e a compreensão de que a aplicação da lei tem que ser “firme”. Em sua opinião, “a lei é dura porque precisa ser dura”, disse ao condenar o “atraso cultural” que naturaliza a agressão contra as mulheres. “Isso não pode acontecer mais”, disse.

Fonte: (fonte: Agência Brasil)