Publicado em 9/07/2008 as 12:00am

McCain defende muros na fronteira

O candidato John McCain alertou os mexicanos que os EUA precisam de mais muros na fronteira com o país antes de tentar rever as legislações imigratórias.

O candidato John McCain alertou os mexicanos que os EUA precisam de mais muros na fronteira com o país antes de tentar rever as legislações imigratórias.

Em visita ao México, onde reuniu-se com o presidente Felipe Calderón, McCain defendeu a ampliação do polêmico muro que está sendo construído entre os dois países na tentativa de conter as grandes ondas de imigração ilegal aos EUA.

O assunto é ainda mais polêmico entre os mexicanos e parece controverso em uma viagem planejada por McCain para conquistar o voto dos hispânicos, que representam 9% dos eleitores dos EUA.

"Eu acredito que nós precisamos ter uma reforma compreensiva da imigração, mas o povo americano quer nossas fronteiras seguras antes", disse McCain, durante sua coletiva de imprensa na Cidade do México.

Há um ano, como aponta reportagem do jornal "USA Today", o senador por Arizona foi co-autor de um projeto de lei de reforma imigratória que deu esperanças a milhões de mexicanos vivendo ilegalmente no país. O projeto foi recusado no Congresso e, em vez disso, os EUA anunciaram uma expansão em suas barreiras na fronteira, medida que não agradou ao governo mexicano.

"Isso exigirá alguns muros, exigirá grades virtuais, exigirá equipamento de alta tecnologia. Nós precisamos assegurar nossa fronteira e depois trataremos sobre uma reforma imigratória compreensiva", disse McCain, na visita ao país vizinho.

Alguns mexicanos criticaram a estratégia. "Que tipo de bom vizinho constrói uma grande parede na sua casa? Enquanto houver empregos nos EUA, as pessoas vão encontrar um jeito de chegar lá", disse Salvador Rivera, morador local, citado pelo "USA Today".

McCain declarou também seu apoio ao presidente Calderón em sua luta contra o tráfico de drogas.

O governo mexicano mobilizou 36 mil soldados, em vários estados do país, para combater o narcotráfico, em uma guerra que já deixou mais de 1.500 mortos em 2008.

Fonte: (gazetanews.com)