Publicado em 25/07/2008 as 12:00am

Curso profissionalizante beneficia imigrantes

Proposta entregue ao diretor do SEBRAE prevê cursos gratuitos para a colônia brasileira de Massachusetts

Membros da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) reuniram-se no sábado (19), em Framingham, para discutir aspectos do novo cartão de crédito que será lançado em parceria com a Mastercard e será oferecido para os brasileiros. Nessa ocasião, eles aproveitaram o encontro para discutir uma questão tão fundamental quanto à disponibilização de linhas de crédito para os imigrantes, que é o próprio uso do limite concedido e a boa administração das contas.

Partindo desse tema, os membros da CDL propuseram um novo convênio, desta vez com o SEBRAE e o CNC. Rodrigo Bastos Garcia, membro da CDL, viajou até Miami-FL para representar a proposta da criação de cursos profissionalizantes, que foi entregue para o diretor do SEBRAE, Josias de Albuquerque. "O curso será destinado para adolescentes da High School, (ensino médio) e micro e pequenos empresários imigrantes", disse João Arruda, presidente da CDL.

Os cursos profissionalizantes do SEBRAE capacitam as pessoas para exercerem funções técnicas e administrativas. Como por exemplo, o "Curso de Orientação ao Crédito" que é destinado para pequenos empresários, mas também contribui na aprendizagem do controle de orçamento doméstico.

A paulistana Carla da Silva, moradora da cidade de Quincy-MA teve a oportunidade de participar deste curso e disse que achou as aulas indispensáveis para as pessoas aprenderem a controlar as despesas e aumentar os lucros. "Descobri que ter crédito é ótimo, mas saber manipular as vantagens e evitar os prejuízos é um aprendizado fundamental para manter a saúde financeira", disse Carla.

A paulistana usou a sua experiência pessoal para explicar como eliminou uma longa dívida no cartão de crédito, "Sempre sonhei em ter um cartão, e aos 18 anos de idade consegui meu limite e gastei totalmente em apenas dois meses. Depois, pagava o valor mínimo do cartão por mais de um ano e nunca entendia porque não quitava o saldo devedor. Após o curso, entendi exatamente que o saldo mínimo cobrado por bancos e financeiras é apenas uma solução paliativa para evitar a negativação do nome perante órgãos de proteção ao crédito. Aprendi a administrar as minhas próprias contas e também consegui uma promoção na empresa em que eu trabalhava. Meu chefe prestou atenção nas minhas novas habilidades administrativas e eu recebi meu reconhecimento.", contou Carla, orgulhosa por ter o diploma do SEBRAE.    

Fonte: (Brazilian Times)