Publicado em 15/07/2009 as 12:00am

Imigrantes presos em Nashville são liberados pelo ICE

Na semana passada, conforme relatou o jornal The Christian Science Monitor, o governo dos Estados Unidos ordenou a liberação de indocumentados que foram presos por pequenas infrações

 

Enquanto boatos se espalham de que os agentes do Immigration and Customs Enforcement-ICE estão intensificando as prisões de imigrantes indocumentados, uma atitude mostrou que a administração Obama está preocupada em resolver o problema de quem vivem neste país de forma ilegal.

Na semana passada, conforme relatou o jornal The Christian Science Monitor, o governo dos Estados Unidos ordenou a liberação de indocumentados que foram presos por pequenas infrações, tais como infrações leves no trânsito, pescar sem a licença, entre outras. Esta determinação se aplicou à presos detidos na cidade de Nashiville, em Tennessee.

O periódico relatou, ainda, que diretores do ICE determinaram que o “sheriff” local liberasse imediatamente os imigrantes, mas agendando uma data para que eles compareçam a Corte.

Durante a reportagem, o jornalista citou que apenas Nashiville recebeu a determinação, mas a ordem podem se espalhar para outras cadeias pelo país, principalmente nas cidades onde está em vigência o Programa 287 (g), o qual dá autonomia para que policiais possam atuar como agente de imigração.

Este programa tem sido criticado por diversos ativistas e entidades ligadas à defesa dos direitos do imigrante, sob alegação de que fere os direitos humanos. “Somente em Mecklenburg, na Carolina do Norte, seis mil indocumentados foram colocados em processo de deportação baseado no progra 287 (g). Deste número, 1.800 foram detidos por infrações no trânsito.

A medida tomada pelo governo em ordenar a liberação dos imigrantes detidos gerou polêmica entre os mais conservadores, pois argumentam que “grande parte de quem for posto em liberdade, certamente não retornará a Corte”.

Mas o porta-voz do DHS, Matt Chandler, disse que “nossa missão é encontrar imigrantes que tenham cometido crimes graves e coloquem em risco a segurança do país”.

Fonte: (Da redação)