Publicado em 19/07/2009 as 12:00am

Danbury-CT enfraquece após parceria entre ICE e polícia

A notícia de que o Departamento de polícia da cidade de Danbury, em Connecticut, com o órgão responsável pelo setor de imigração nos Estados Unidos, poderá resultar de maneira negativa para a economia local

 

A notícia de que o Departamento de polícia da cidade de Danbury, em Connecticut, com o órgão responsável pelo setor de imigração nos Estados Unidos, poderá resultar de maneira negativa para a economia local. Alguns estabelecimentos comerciais começaram a sentir na pele este problema.

Nesta parceria, os policiais serão treinados para agir como agentes de imigração e deter e prender pessoas que estejam vivendo ilegalmente no país. Danbury está numa lista de dezenas de cidades norte-americanas que aderiram ao programa que capacita aos policiais a agirem como Imigração.

Segundo o censo de 2005 publicou que a população de Danbury era pouco mais de 75 mil pessoas. Dados levantados por estudos que defendem os direitos dos imigrantes nos Estados Unidos informaram que deste total pelo menos 10 mil são imigrantes ilegais.

Mesmo com o protesto feito diante da prefeitura, o programa de cunho federal foi aprovado com 19 votos e apenas dois contrários.

Mas o prefeito da cidade, Mark Boughton, disse que os policiais não serão treinados para ficarem perseguindo os imigrantes. “Claro que poderá acontecer alguns equívocos, mas nenhum policial será orientado para abordar pessoas nas ruas e pedirem suas identificações aleatoriamente”, afirma.

Mas do lado dos imigrantes, esta afirmação do prefeito pode não ser verdade e uma grande parte está preferindo deixar a cidade. Para a empresária Barbara Levitt, 58, a economia sofrerá bastante com esta atitude. Ele que é proprietário de uma loja de remessas disse que o movimento diminuiu muito depois que o Conselho Municipal aprovou a aplicação deste programa.

A empresária brasileira do ramo de design gráfico também está sentido uma queda no movimento comercial depois que a lei foi aprovada. “Eu percebi um decréscimo de 50% nas vendas e tenho certeza de que isso é resultado do programa”, explica. Cerca de 85% dos seus clientes são imigrantes.

Já o ramo de viagens cresceu. Pelo menos é o que afirma Cristina Lopes, da BACC Travel. Ela disse que nos últimos 10 meses a agência vendeu cerca de 500 bilhetes para imigrantes que pretendiam deixar a cidade e voltar às suas terras de origem. “Maioria era apenas de ida”, acrescenta.

Ela explica os imigrantes que estão neste país ilegalmente não têm intenções criminosas. “Eles sabem que não é correto o que estão fazendo, mas precisam fazer a vida e dar um futuro melhor aos seus familiares”, continua.

Já o prefeito atribui o êxodo dos imigrantes à crise econômica.


Fonte: (Da redação)