Publicado em 2/08/2009 as 12:00am

'Obama deve deportar os ilegais presos' diz ex-prefeito

O conceituado site World Tribune.com acaba de publicar um depoimento enviado por Edward Koch, bem característico de políticos que já deveriam ter pendurado suas chuteiras

 

O conceituado site World Tribune.com acaba de publicar um depoimento enviado por Edward Koch, bem característico de políticos que já deveriam ter pendurado suas chuteiras, mas continuam incansáveis ursos de montanha, daqueles que não param de urrar, muitas vezes sem a menor necessidade.

Ele foi prefeito da cidade de Nova York durante duas gestões e meia, entre os anos 1978 e 1989 e atualmente é um dos proprietários da firma de advocacia Bryan Cave.

Nada modesto em seu artigo, Ed Koch faz uma proposta ao governo Obama: A de deportar imediatamente todos os ilegais que estão presos. Ele acredita que a administração atual deveria implementar esta ação o mais rápido possível. E tece comentários, que o Brazilian Times apresenta em primeira mão a seus leitores.

Eis a solicitação de Mr. Koch:

"Os Estados Unidos deveriam deportar todos os imigrantes ilegais que se encontram presos em nossos cárceres federais, estaduais e municipais imediatamente. E apresento minhas razões.

Em 2005, o GAO (Escritório de Responsabilidade Contábil do Governo) publicou um relatório com a quantidade de presos ilegais no país. O documento informava que eles foram presos por um total de 700 mil infrações penais, com uma média de 13 infrações por ilegal. Isso quer dizer que uma prisão pode conter múltiplas infrações, um fato que explica porque existem aproximadamente uma vez e meia mais ofensas do que prisões, ou seja, quase todos aqueles ilegais foram presos com mais de uma infração.

Pouco mais da metade dos 55,322 presos ilegais tinham entre 2 e 10 infrações. 45% delas eram por posse ou tráfico de drogas e por problemas criminais. 15% eram relacionadas a prisões por assalto a mão armada, roubo, iclusive o de automóveis e danos causados a propriedades. 12% das prisões foram causadas por assassinatos, violência doméstica e sexual e sequestros. Houve, também, prisões por infrações no trânsito, inclusive DUI, fraude, falsificação, porte ilegal de armas, obstrução da justiça. 80% das prisões fora efetuadas em 3 estados: Califórnia, Texas e Arizona. Específicamente, mais ou menos 58% das prisões ocorreram na Califórnia, 14% no Texas e 8% no Arizona.

O GAO informou que o número de criminosos ilegais nas prisões federais em dezembro de 2003 era de 46.063 e nas prisões estaduais e municipais, de 262.105.

Segundo a Aliança para a Reforma de Imigração do Colorado, "Os crimes de ilegais contabilizam mais ou menos 30% dos detidos em prisões federais e 15 a 25% em cadeias locais. Essas prisões federais custam ao bolso do contribuinte 891 milhões de dólares, enquanto as prisões estaduais arrancam 624 milhões, segundo estimativa do Departamento de Justiça em 2002. Todo ano, mais ou menos 600 mil prisioneiros, nem todos ilegais, são soltos e dois terços desse número, são reincidentes e em menos de 3 anos estão de volta na cadeia".

Os drogados deveriam ser mandados de volta logo

Minha proposta faria com que os problemas dessas pessoas fossem problemas de seus países de origem e não nosso. Os dirigentes desses países teriam, com certeza, a autoridade para colocá-los de novo em suas próprias prisões, deixá-los em observação ou libertá-los, se fosse o caso. Muitos desse alienígenas são usuários de drogas. Países como México, Argentina e outros, estão mudando suas leis anti-drogas, tendo mesmo discriminalizado o uso e a posse de drogas como heroína, cocaína e maconha. No México, por exemplo, eles poderiam se qualificar para a Lei Rockfeller, que os livraria da prisão entre 4 a 16 anos, muitos podendo ser libertados até antes desse prazo.


Por que é que nós temos que cuidar desses ilegais?

O que é que os EUA tem a ver com isso? Na Holanda, vende-se maconha nas lanchonetes. Atualmente, cada país faz sua própria lei anti-droga, sem nenhuma conexão com os tratados internacionais que governam o assunto. Nossa forma de controlar o abuso de drogas certamente não é a melhor do mundo e por isso, não podemos ensinar a ninguém. Eles que se virem com seus drogados e assassinos.

É lógico que devemos determinar com atenção para não soltar aqueles que foram acusados de atos de terrorismo contra os Estados Unidos, que ainda nos causam perigo. Temos visto até paises amigos, que receberam de volta alguns de seus terroristas que atuaram aqui, soltarem-nos imediatamente, ao invés de completarem seu tempo de prisão. E ainda teríamos que prestar atenção em casos especiais, onde fatores como familia e filhos, particularmente americanos, poderiam causar atrasos em muitas deportações.

Eu espero que o presidente Obama e o Congresso americano tomem essa direção, agindo o mais rápido possível.

O estado da Califórnia está sendo obrigado por um fórum federal a reduzir em 40 mil a sua população encarcerada nos próximos dois anos. Se não cumprir a lei, o estado pode se encontrar frente a uma situação que o proibirá de prender qualquer pessoa até que tenha reduzido o número de presos. Recentemente, a Califórnia teve um de seus maiores motins em cadeias, que deixou centenas de presos feridos, por razões de excesso de pessoal e racismo exarcebado de um prisioneiro para outro.


Os ilegais não devem mais voltar

Talvez existam estados que não queiram participar de um programa desse gênero e prefiram manter esses presos ilegais em suas cadeias, para que um dia possam ser libertados e autorizados a voltarem para uma vida considerada normal. Eu duvido muito disso. E nem espero ver aqueles que acreditam no conceito de fronteiras livres, me acompanhando nesta proposta. Os que acreditam que imigrantes ilegais são simplesmente migrantes com o direito de atravessar as fronteiras do jeito que quiserem e os que se opõe à construção de uma cerca de segurança em nossos limites territoriais, e ainda aqueles que acham que a Secretária de Defesa Territorial, Janet Napolitano está muito severa nas prisões de ilegais em seu ambiente de trabalho, claramente vão se opor às minhas propostas.

Entretanto, eu acredito que ela é razoável e prática. Por que não pensamos nisso há mais tempo? Talvez o país não estivesse pronto para isso. Mas agora, está!"

Fonte: (Da redação)