Publicado em 28/09/2009 as 12:00am

Crise econômica nos EUA reduz a imigração

De qualquer maneira, as noticias não são as melhores para os imigrantes brasileiros, já que a quantidade de mudanças realizadas em 2009 indicam que milhares estariam retornando ao Brasil

De qualquer maneira, as noticias não são as melhores para os imigrantes brasileiros, já que a quantidade de mudanças realizadas em 2009 indicam que milhares estariam retornando ao Brasil.         

            Os resultados da pesquisa ratificam dois estudos divulgados no verão passado pelo Pew Hispanic Center e pelo Departamento de Segurança Territorial, os quais indicaram que um número muito menor de imigrantes mexicanos, brasileiros e de outras nacionalidades tentaram a atravessar a fronteira e migrar para os Estados Unidos.


Essa tendência indica que a recessão é um fator importante para umedecer o fluxo de imigrantes. "O início da recessão diminuiu muito a quantidad de empregos", especialmente na construção civil, disse Mark Lopez, diretor-associado do Pew Hispanic Center.

            A construção é tipicamente um dos pilares de crescimento do emprego para os trabalhadores latino-americanos, mas de acordo com um relatório da APS, os imigrantes perderam 250.000 postos de trabalho na construção, entre 2007 e 2009.

            O estudo revelou, por exemplo, que em julho de 2009, a imigração pelo México para os EUA diminuiu 40% em relação aos anos 2006-2007 para 2008-2009. O Homeland Security informou em junho que as apreensões de imigrantes indocumentados nas fronteiras foram os mais baixos desde 1976.

            "Em períodos de retração econômica séria, há um enorme impacto na imigração  de pessoas que vêm para os EUA.", disse Michelle Mittelstadt, diretora de comunicações do Migration Policy Institute. "Os imigrantes ilegais e trabalhadores temporários são particularmente dissuadidos", disse ela.

            Apesar da recessão, no entanto, todos os imigrantes sentem-se melhor nos Estados Unidos, segundo o relatório do Pew dessa quarta-feira: 57% (dos imigrantes) disseram que a vida seria melhor ao norte da fronteira, em comparação com 51% em 2007. Esses resultados coincidem com outras avaliações otimistas sobre os Estados Unidos.

Fonte: (Do La Opinión, Los Angeles, tradução de Phydias Barbosa)