Publicado em 28/12/2009 as 12:00am

É hora de uma reforma verdadeira na imigração!

O Congresso precisa andar rapidamente, a partir da reforma de saúde recém aprovada, para passar a nova lei de imigração. Mas para ter êxito, vai ter que brigar muito com as reivindicações dos anti-imigrantes

 

O Congresso precisa andar rapidamente, a partir da reforma de saúde recém aprovada, para passar a nova lei de imigração. Mas para ter êxito, vai ter que brigar muito com as reivindicações dos anti-imigrantes.

 

No dia 15 de dezembro passado, o deputado democrata pelo estado de Illinois, Luis Gutierrez, apresentou um documento, chamado Reforma Completa da Imigração para a Segurança e Prosperidade dos EUA.  Seu projeto é o primeiro esforço para passar a reforma da imigração federal sob a administração de Barack Obama e por um Congresso controlado pelos democratas.

 

A proposta de Gutierrez reflete a luta dos democratas para cumprir uma promessa de campanha, que se revelou uma grande aliada a seu favor nas urnas. Também reflete a influência crescente dos eleitores latinos e imigrantes na política americana.

 

Existe um amplo apoio público para uma reforma de imigração que forneça um caminho para a cidadania. Um estudo da Pew Research Center em maio desse ano, revelou que 63 por cento da população apóia um programa de legalização, com 73 por cento dos democratas e 50 por cento dos republicanos a favor.

 

 

Os anti-imigrantes continuam gritando “contra”

 

Com uma maioria democrata, um amplo apoio público para a reforma, e uma política de imigração atual que está ultrapassada e disfuncional, o momento é propício para se aprovar uma reforma real.

 

Apesar do alinhamento favorável de muitas forças, a persistência da ideologia anti-imigrante continua a envenenar o bem da política americana, alegando que os trabalhadores indocumentados tomam os empregos dos cidadãos americanos.  Mas isso simplesmente não é o caso.

 

"As cidades com altas taxas de desemprego não têm necessariamente um grande número de imigrantes recentes. Em contrapartida, locais com muitos imigrantes recentes não têm necessariamente altas taxas de desemprego", observa o Immigration Policy Center.

 

Isso mostra que o desemprego é mais estrutural que o resultado de uma concorrência direta para os mesmos empregos. Assim, os imigrantes estão preenchendo um espaço na força de trabalho americano que está na verdade envelhecendo, ao invés de estar sendo dominada ou humilhada.

 

 

(OLHO) Custo para deportar todos ilegais é de 200 bilhões de dólares.

 

 

O acesso ao status legal e da cidadania para os trabalhadores indocumentados, seria bom para toda a economia. O Instituto Cato estima que, dando-se aos imigrantes indocumentados um caminho para a cidadania, iria adicionar $180 bilhões ao PIB americano por ano.

 

Por outro lado, a ênfase que se dá à fiscalização tem-se revelado onerosa, ineficaz e prejudicial para a vida de milhões de pessoas que não cometeram crimes, exceto o de trabalhar sem documentos.

 

Custaria US$ 200 bilhões para deportar a população em situação irregular, segundo estudos do Departamento de Segurança Territorial. Em vez de gastar todo esse dinheiro de forma radical, os Estados Unidos poderiam colocar esses recursos para serem usados em criação de postos de trabalho. E ainda faturar um extra!

 

Nos próximos meses, a grande maioria que favorece uma política de reforma de imigração verdadeira - uma que una e integre as famílias de imigrantes em situação irregular com plenos direitos, oportunidades e igualdades de proteção perante a lei - terá de levantar a voz. Porque o outro lado já está gritando.

Fonte: (Da Progressive Magazine, tradução Phydias Barbosa)