Publicado em 27/07/2010 as 12:00am

Protestos geram detenção de estudantes indocumentados

Em protesto realizado na última semana, quase duas dezenas de estudantes indocumentados foram presos durante uma passeata pedindo a aprovação do Dream Act, que daria direitos legítimos e iguais para indocumentados adentrarem à universidade e forneceria u

 

Na terça-feira (22), quase duas dezenas de estudantes indocumentados foram presos  durante uma passeata pedindo a aprovação do Dream Act, que daria direitos legítimos e iguais para indocumentados adentrarem à universidade.  Eles estavam em frente ao Senate Hart Office Building, e foram enquadrados em comportamento inapropriado e incentivo à desordem.

Presente no protesto, a brasileira Renata Teodoro, de 22 anos, que reside em Boston e estuda na Universidade de Massachusetts, avaliou a iniciativa como a única maneira de sensibilizar o meio político e público quanto à urgência do tema. “ Eu não vou mentir e diz que não estou com medo de ser presa por estar indocumentada, mas não posso deixar esse medo tomar conta da minha vida” disse ela à agências de notícias. Ele teve seus pais deportados há dois anos, e se mantém na luta por melhores condições aos estudantes indocumentados, principalmente à frente da SIM – Student Immigrant Movement. “A única maneira de fazer as pessoas ficarem sabendo da minha situação é contando a minha história” completou ela, que como os outros participantes da manifestação, revelava o seu status e problema para quem perguntasse durante a passeata.

A maioria dos estudantes afirmam ter vivido nos Estados Unidos desde muito novos e consideram-se norte-americanos. O Dream Act, além de fornecer direitos estudantis aos indocumentados, também funcionaria como um caminho para legalização, oferecendo uma lei que possibilitaria os formandos de universidades de ganharem um visto de permanência legal no país , para em seguida aplicar para cidadania.

Segundo dados oficiais, um número estimado de 65 mil estudantes indocumentados se formam em High Schools no país. Alguns tem condições de se matricularem em faculdades, mas a dificuldade em conseguir auxílio financeiro, como bolsas estudantis, e o alto preço da tuition ( normalmente 3x maior que o valor oferecido à cidadãos americanos) são as principais barreiras para a continuação dos estudos desses milhares de imigrantes.

Fonte: (Da redação)