Publicado em 26/11/2010 as 12:00am

Jovens indocumentados fazem greve de fome pelo DREAM Act

Há duas semanas, dezenas de estudantes da Universidade do Texas anunciaram a greve, que está sendo vista como a maior manifestação da história em favor do projeto

 

Jovens imigrantes que estudam em universidades do Texas, anunciaram essa semana que vão se unir a outros estudantes da cidade de San Antonio, que estão promovendo uma greve de fome, com a intenção de pressionar a senadora federal, Kay Bailey Hutchison,  para votar a favor do Dream Act, numa possível volta do projeto à votação no congresso.

 

O projeto se  configura como um caminho para legalizar milhões de jovens que chegaram ao país antes dos 15 anos, e foram educados em instituições de ensino do país, e estão há 2 anos no college ou pretendem se alistar ao exército. Há duas semanas, dezenas de estudantes da Universidade do Texas anunciaram a greve, que está sendo vista como a maior manifestação em favor do projeto. A United We DREAM, está promovendo a campanha e quer angariar protestantes em todos os estados do país. “Agora eles estão vendo que estamos falando sério e não temos planos de parar, recebemos novos manifestantes todos os dias” afirma Cláudia Sanchez, uma das grevistas, que é cidadã americana, mas aderiu ao movimento em solidariedade à vários de seus amigos indocumentados.

 

A senadora se reuniu com diversos ativistas em favor do Dream Act na última semana, em Washington, na esperança de que o encontro pudesse causar o fim da greve de fome, mas ainda não houve acordo. “ Nós queremos saber exatamente o que a senadora concorda ou não concorda em relação ao Dream Act. Nós estamos dando a ela até o Thanksgiving para nos dar uma posição, antes que continuemos com a greve. Se não, vamos continuar dando prosseguimento à greve, e colocando mais pressão nela para se abrir ao tema” afirma a estudante ao jornal My San Antonio

Em um comunicado divulgado na terça-feira(26), a senadora disse que ela poderia não apoiar a atual proposta do Dream Act porque ‘ e uma lei que vai muito além de gerar um caminho para crianças que cresceram nos EUA, e estudaram no país’, disse ela, colocando que a lei passa por cima de alguns ideais em que acredita. Ela frisou porém ,que está preocupada com a segurança e o bem-estar dos grevistas, embora não planeja mudar a sua posição.

Para estar elegíveis, os jovens indocumentados não devem conter nenhum histórico criminal,e devem ter atendido o college por pelo menos 2 anos ou se alistado no exército. Aproximadamente 825.000 jovens poderiam ser beneficiados com a lei, segundo o Migration Policy Institute.

Fonte: (Da redação)