Publicado em 5/01/2011 as 12:00am

14 estados querem negar cidadania dos nascidos em US

Entre os estados que pretendem apresentar a medida estão New Hampshire, Pennsylvania e Arizona

 

Após o bloqueio do polêmico projeto SB1070, que permitia que policiais locais abordassem qualquer pessoa ‘que eles desconfiassem ser indocumentada’, o Arizona está novamente liderando uma iniciativa anti-imigrante, atingindo dessa vez aqueles que nasceram no país e são filhos de indocumentados.

Juntamente com outros 13 estados, o Arizona propôs uma lei para rever o 14th Emenda da constituição do país, que dá o direito à cidadania àqueles que nasceram em território norte-americano, independente do status migratório de seus pais. Os legisladores afirmam ter realizado um acordo entre colegas de vários estados, e ainda procuram expandir a iniciativa para as restantes localidades do país.

Um dos legisladores que defendem a proposta, o senador pelo Arizona, Russel Pearce, vai divulgar o projeto nessa quarta- feira(05), em Washington D.C, segundo dados do Arizona Capital Times. O jornal ainda afirma que legisladores em Alabama, Arizona, Delaware, Idaho, Indiana, Michigan, Mississippi, Montana, Nebraska, New Hampshire, Oklahoma, Pennsylvania, Texas e Utah, já acionaram que pretendem apresentar o projeto ainda esse ano.

Pearce argumenta que a intenção original do 14th emenda era garantir cidadania para escravos norte-americanos que foram libertados à época, e que nunca foi idealizada para ser aplicada para filhos de estrangeiros. Além disso, ele cita casos complicados como o da imigração chinesa e dos filhos de ciganos. A emenda  diz ‘ Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos,  e sujeitas à jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do estado no qual residem’.

Para Ali Noorani, notório ativista em prol dos direitos dos imigrantes, e membro do National Immigration Forum, ele acredita que líderes em outros estados vão tentar se manifestar contra o projeto. Algumas autoridades religiosas em Utah recentemente lançaram um manifesto afirmando que a Imigração é um caso ‘humanitário’ e que já há um consenso da igreja em outros estados para buscar o apoio. Para a professora e diretora do Movimento Educacionista, Arlete Falkowski, o caso rompe com várias diretrizes dos direitos humanos. “Acho um absurdo, principalmente como educadora, é totalmente desumano. Estão querendo negar o direito dessas crianças de serem cidadãs e pertencerem ao país em que nasceram” afirma ela.

Fonte: (Da redação)