Publicado em 12/01/2011 as 12:00am

Indocumentados serão identificados por digitais nas prisões

O governador do estado americano do Colorado, Bill Ritter, aprovou o uso do programa federal que identifica imigrantes em situação irregular por meio de impressões digitais de presos. A medida provocou forte reação de advogados e ativistas, que acreditam

 

O governador do estado americano do Colorado, Bill Ritter, aprovou o uso do programa federal que identifica imigrantes em situação irregular por meio de impressões digitais de presos. A medida provocou forte reação de advogados e ativistas, que acreditam que o procedimento aumentará os casos de deportações injustas e estereótipos raciais.

Ritter, que deixa o cargo nesta semana, anunciou por e-mail a decisão de aceitar o programa ‘Comunidades Seguras’, mas com algumas alterações depois de meses de deliberações. O governador disse que o programa ‘’melhora a segurança pública, a segurança nacional e a luta contra o crime.’’

O programa administrado pelo ICE utiliza os registros de impressões digitais existentes no FBI e no Departamento de Segurança Interna, uma capacidade que muitas jurisdições locais não têm imediatamente. Os defensores da medida dizem que o programa é eficaz e constitui uma forma justa para identificar os indocumentados, porque verifica, nas informações obtidas, se algum deles foi preso.

O programa já funciona em 891 jurisdições em 35 estados. De outubro de 2008 até junho de 2010, quase 47 mil pessoas identificadas pelo ‘Comunidades Seguras’ foram deportadas, segundo dados oficiais. Várias autoridades dos Estados Unidos têm criticado publicamente o programa, alegando que ele pode levar a práticas de discriminação racial e de violação dos direitos civis da população. Hans Meyer, coordenador de políticas da Coligação para Direitos de Imigrantes, no Colorado, comparou o programa à polêmica lei de imigração no Arizona. Destruirá famílias, fará com que vítimas e testemunhas se escondam, vai minar os esforços da comunidade local e o policiamento, tornando-o menos seguro para todos no Colorado’’, disse Meyer em um comunicado.

Fonte: (Da redação)