Publicado em 24/01/2011 as 12:00am

Caminhada homenageia imigrantes que morreram na fronteira

Cerca de 100 ativistas percorrerão uma trilha de cerca de 200 quilômetros, na fronteira entre os Estados Unidos e o México

 

Pelo menos 100 ativistas já estão acampados a espera de iniciar uma trilha que percorrerá aproximadamente 200 quilômetros na fronteira entre os Estados Unidos e o México. A intenção desta caminhada é homenagear os milhares de imigrantes que morreram tentando cruzar o local e pressionar o Governo Federal para mudar as leis de imigração.

Segundo uma das organizadoras da marcha, Micaela Saucedi, a intenção é passar por onde os imigrantes passam diariamente. Ela explica que o objetivo maior é tentar conscientizar a classe política sobre a importância da aprovação de uma reforma ampla nas leis imigratórias e que “chega de mortes na fronteira”.

A caminhada é coordenada pelo grupo Angeles de La Frontera, de San Diego, na California, e nos últimos meses tem lutado para reduzir as mortes nas regiões fronteiriças. A indignação de alguns membros desta entidade é que maior parte dos políticos discutem a imigração atentando para a proteção das fronteiras e segurança nacional. Pouco se fala do mais importante – as vidas humanas envolvida neste processo.

Depois que os republicanos assumiram a maioria no Congresso, alguns grupos defensores de imigrantes iniciaram uma campanha para forçar a aprovação de uma reforma nas leis de imigração e esta marcha é uma destas armas para mostrar a importância de se discutir e resolver este problema de uma vez por todas.

Chamada de “Trail of tears” a marcha terá início no dia 02 de fevereiro, saindo de Tijuana e  terminará dia 07.  Outras caminhadas estão previstas acontecer este ano e o diretor do grupo organizador, Kat Rodriguez, fala que a intenção é trazer a luz este problema e mostrar que o país não pode se calar diante do que está acontecendo. “Não podemos mais aceitar pessoas morrendo na fronteira e é preciso que quem já está vivendo no país tenha direito de trabalhar sem ser perseguido”, finaliza.

Fonte: (Da redação)