Publicado em 25/01/2011 as 12:00am

Imigrante é mantido como escravo na casa de americana

Um adolescente de 16 anos foi obrigado a trabalhar, vender bebida alcoolica e dormir no chão

Um crime de escravidão abalou a cidade de Charlotte, em North Caroline, e gerou uma grande polêmica. A norte-americana Lucinda Shackleford Lyons, 53 anos, mantinha sob regime de escravidão, um adolescente que era forçado a realizar vários trabalhos que não condiziam com a sua idade, entre eles vender bebida alcoolica.

Conforme as denúncias apresentadas contra ela, o adolescente, que é um imigrante indocumentado, fazia a limpeza dos quintais, vendia alguns produtos e era obrigado dormir no chão, próximo à porta, para atender clientes que chegavam de madrugada para comprar bebidas. O julgamento de Lucinda teve início na segunda-feira (24) e ela responderá o processo em liberdade. Caso venha ser condenada poderá ficar 20 anos na cadeira e pagar uma multa de $500 mil.

Ao falar sobre o caso, o agente especial, na Geórgia, do Immigration and Customs Enforcement – ICE, Brock Nicholson, disse que “ninguém é deve ser forçado a viver em um mundo de isolamento e realizando serviços forçados”. No domingo, ela se declarou inocente e negou todas as acusações. A acusada afirmou que tudo não passa de uma armação de um imigrante indocumentado que tenta permanecer no país. “É mentira. Eu nunca mantive ninguém em regime de prisão ou faminta”, falou salientando que o menino mente em seu depoimento.

Tanto o adolescente quanto seu pai são imigrantes indocumentados e os investigadores não informaram o país de origem e nem a idade da suposta vítima. Shackleford alegou que os dois eram seus vizinhos e que tiveram um problema com a Imigração. “Eu resolvi ajudar e me ofereci para tomar conta do menino enquanto o processo de deportação contra eles estava em andamento”, fala acrescentando que o pai do garoto ficou em uma prisão de imigração durante este período. “Foi ele quem pediu para que eu cuidasse do filho dele”, continua.

De acordo com uma nota emitida pelo jornal Charlotte Observer, o pai do menino havia concordado em pagar a quantia de $1,200, mais algumas despesas, para que a norte-americana cuidasse do garoto. De início, o garoto foi levado para a Luterana Family Services, até que uma inspeção fosse feita na casa de Schackleford. Depois da verificação foi dado parecer favorável para o imigrante ficar sob os cuidados dela.

Mas depois que ele se mudou para a casa da norte-americana, segundo a promotoria, Shackleford disse ao garoto que havia uma dívida de $450 do pai dele e que ele deveria trabalhar para ela até que quitasse o valor. Segundo a acusação, a norte-americana obrigou o menino a realizar trabalhos para outras pessoas.

Ele limpou quintais, lavou carros, vendia cerveja e sorvete na casa da norte-americana. Outra acusação que pesa contra ela é que obrigava o menino dormir no chão, próximo à porta, para atender os clientes que chegavam de madrugada para comprar bebida alcoolica e outros produtos. “O menino trabalhava para ela sob acusação de ser denunciado para a polícia e agentes de imigração e o menino tinha medo de ter o pai deportado”, relata os investigadores.

Ela afirma que nunca obrigou o menino a dormir no chão e jamais negou comida para ele. “Eu pensava que estava ajudando”, conclui.

Fonte: (Da redação)