Publicado em 14/02/2011 as 12:00am

Médico é acusado de alterar digitais de indocumentados

Um médico da República Dominicana foi condenado pela Corte de Boston na quinta-feira (11) por ter alterado, cirurgicamente, as impressões digitais de um imigrante ilegal

 

Um médico da República Dominicana foi condenado pela Corte de Boston na quinta-feira (11) por ter alterado, cirurgicamente, as impressões digitais de um imigrante ilegal. José Elias Zaiter-Pou, 62 anos, se declarou culpado pela acusação de conspiração e tentar ajudar um estrangeiro a enganar o país.

Conforme o Departamento de Justiça dos EUA, este caso faz parte de uma série de tentativas realizadas nos últimos anos para burlar o programa de segurança federal biométrico, chamado de Integrated Automated Fingerprint Identification System.

Para chegar à prisão do médico, um investigador se passou por imigrante ilegal interessado em alterar as suas impressões digitais. Ele encontrou-se com o médico em um hotel na cidade de Woburn, Massachusetts. Para realizar o serviço, José cobrou U$4,500.00 (cerca de R$ 7.500,00) e depois de acertado o valor, o médico surgiu com aparelhos cirúrgicos, antibióticos e analgésicos. Toda a operação foi gravada secretamente.

Os imigrantes que procuravam o médico para realizar o serviço, tinham suas impressões arquivadas em bancos de dados do departamento de segurança dos Estados Unidos. Todas as pessoas que entram no país com visto ou são pegas tentando entrar, ilegalmente, pela fronteira, têm suas impressões digitais retiradas e a partir deste momento, em qualquer lugar em que elas forem checadas, será a acusada a situação imigratória.

Já foram registrados casos de imigrantes que queimaram as pontas dos dedos para dificultar a sua identificação. Em 2007, um médico mexicano foi acusado, na Pensilvânia, de realizar cirurgias para remover a impressão digital de traficantes. Ele retirava a pele dos dedos e colocava no lugar a sola dos pés.

O médico José Elias foi condenado a um ano e um dia na prisão e depois será deportado ao seu país de origem.

Fonte: (Da redação)

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