Publicado em 15/02/2011 as 12:00am

Anti-imigrante pode ser condenada por assassinato de pai e filha

A líder do Minutemen atirou contra um pai e uma filha, ambos mexicanos

 

A líder de um grupo anti-imigrante foi condenado, na segunda-feira (14), pela invasão e assassinato de uma menina de nove anos e seu pai. Segundo os promotores, a intenção de Shawna Forde, 42, era furtar dinheiro para financiar as atividades que seu grupo vem desenvolvendo contra os imigrantes indocumentados na região.

O crime aconteceu em maio de 2009, em uma casa que fica próxima à fronteira dos Estados Unidos, na região de Arivaca, no Texas. Raul Flores e sua filha Brisenia viviam em uma comunidade distante 10 milhas ao norte do México. Conforme argumentos da promotoria, Forde e dois homens vestidos como policial, invadiram a casa do mexicano e sem que houvesse qualquer reação atiraram contra o pai e a filha. Gina Gonzales (esposa) sobreviveu aos ferimentos.

O julgamento durou sete horas e Forde foi condenada por assassinato em primeiro grau e tentativa de homicídio em primeiro grau. Além das duas mortes, ele atirou contra a esposa de flores. O anti-imigrante também foi condenado por roubo. O júri ainda estuda se a pena de morte pode ser aplicada ao ativista.

Mesmo diante das provas e testemunhas, Forde alegou inocência. O advogado de defesa, Eric Larsen, argumentou que seu cliente jamais invadiu a residência, mas os promotores sustentam a acusação de que ele foi o líder da ação.

Forde é a líder do Minutemen American Defense, um grupo criado por civis para combater a imigração ilegal na fronteira dos Estados Unidos com o México. E segundo a acusação dos promotores, este crime foi planejado para conseguir dinheiro e financiar as operações anti-imigrantes.  

Fonte: (Da redação)