Publicado em 1/04/2011 as 12:00am

Republicanos exigem critérios para discutir reforma

Alguns congressistas republicanos iniciram a elaboração de um projeto que tem por objetivo forçar o Governo Federal a investir na segurança das fronteiras dos Estados Unidos, principalmente na divisa com o México

Alguns congressistas republicanos iniciram a elaboração de um projeto que tem por objetivo forçar o Governo Federal a investir na segurança das fronteiras dos Estados Unidos, principalmente na divisa com o México. Eles exigem que a administração Obama desenvolva planos que aumentem a construção de cercas, aplique sensores, aumente o quadro funcional de agentes fronteiriços e utilize aeronaves na fiscalização da região. Desta forma, eles acreditam que haverá uma redução considerável no fluxo de imigrantes que tentam entrar todos os dias, ilegalmente, utilizando a fronteira.

Esta decisão, mostra a cara deste novo Congresso, e apresenta indícios de que o presidente Barack Obama terá uma difícil tafera pela frente, se quiser aprovar alguma lei de Reforma Imigratória. A imagem atual desta Casa de leis é de uma maioria conservadora. Os republicanos já deixaram claro que qualquer conversa sobre assunto acontecerá somente depois que todas as exigências forem atendidas, tais como aplicação mais rigorosa nas leis e reforçar a segurança nas regiões fronteiriças.

A esperança dos imigrantes está chegando ao fim, pois há anos o assunto “Reforma Imigratória” é colocado em pauta e sempre é rejeitado. Todos os meios que os grupos prós-imigrantes encontram para ajudar os imigrantes, são barrados e a aprovação de mudanças nas leis de imigração fica mais distantes. A mais recente derrota aconteceu em dezembro passado, Foi aprovado pela Câmara Federal o Dream Act, que daria oportunidade à milhares de estudantes imigrantes se legalizarem no país. Mas o projeto foi barrado no Senado.

Por outro lado, as esperanças continuam vivas depois que o Census mostrou que o grupo de eleitores norte-norteamericanos de origem lantina é o que mais cresceu nos últimos anos.  Esse fator pode inflenciar muito na decisão de alguns políticos, pois em pouco tempo, a comunidade imigrante terá um poder bem maior, através do voto.

Segundo o professor Wayne Cornelius, que passou 40 anos estudando a imigração através da fronteira, disse que os Republicanos agem de acordo com a maioria da opinião pública atual. “Eles acreditam que, em curto prazo, ganham mais votos se agirem com propostas linha-dura”, explica.

Um estrategista republicano reconheceu que existe um debate interno no partido sobre como lidar com a repressão à imigração ilegal, sem assustar os eleitores latinos. A maior parte quer um sistema modernizado nas leis que regem as questões imigratória. “Os membros do partido que falam contra a reforma é uma minoria”, disse o estrategista que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do assunto.

O professor Cornelius assegura que é tudo utopia e esta discussão promovida sobre o assunto não passa de “um showzinho encenado pelos políticos”. Para ele, a reforma nunca passará no Senado. “O que pode acontecer é acalorar a discussão, dando ares de provável aprovação, mas tudo para ganhar votos do eleitor latino”, continua.

O republicano Candice S. Miller, de Michigan, é o autor do Secure Border Act 2011 e afirma que o projeto está calcado na vontade da maioria da população norte-americana. “Nosso povo quer proteção nas fronteiras”, explica.

Além destas medidas, os senadores que que formam o Comitê Judiciário exigiram que o Departamento de Segurança Interna apresenta documentos com o custo total para deportar todos os imigrantes indocumentados dos Estados Unidos. A exigência náo foi apresentada, ainda, mas O Center For American Progress concluiu, em 2005, que seriam preciso U$206 bilhões (pouco mais de R$ 400 bilhões). Na ocasião haviam cerca de 11 milhões de indocumnentados no país.

Segundo dados do governo federal, os Estados Unidos já gastaram $4,5 bilhões para melhorar a segurança nas fronteiras, desde 11 de setembro (data dos atentados terristas que chocou o mundo e matou milhares de pessoas).

Fonte: (da redação)