Publicado em 27/05/2011 as 12:00am

Cartaz em restaurante gera polêmica na Carolina do Norte

Desde o mês de março, o chefe de cozinha e proprietário do Reedy Creek Diner, Greg Simons, vem gerando polêmica na cidade de Lexington, no estado da Carolina do Norte

Desde o mês de março, o chefe de cozinha e proprietário do Reedy Creek Diner, Greg Simons, vem gerando polêmica na cidade de Lexington, no estado da Carolina do Norte. Ele colocou um cartaz na entrada do restaurante com alguns dizeres, entre eles “não falam inglês, não tem serviço”. A atitude gerou revolta entre alguns grupos que defendem os direitos dos imigrantes e principalmente em trabalhadores que não dominam o idioma.

Mas em contrapartida muitos cidadãos norte-americanos aprovaram a iniciativa e algumas até pedem cópias do cartaz para levar para casa e guardar como recordação. Outros preferem tirar fotos.  “Eu recebi vários elogios e pedidos para não tirá-lo de lá”, afirma Simons.

Ele explica que tomou a iniciativa depois que recebeu algumas reclamações de clientes que se sentiram ofendido por verem alguns funcionários falando espanhol e não entenderem. O cartaz gerou tanta repercussão que Simons fez em vários idiomas para que todos pudessem entender. “Todos os dias tenho que fazer cópias para clientes que querem levá-lo para casa”, continua.

Simons comenta que no início ficou preocupado devido a reacção de alguns imigrantes, mas que depois percebeu que estava recebendo mais apoio do que críticas. ‘Muitos me congratulam e dizem que não fiz nada de mal”, fala salientando que “os imigrantes estão vivendo nos Estados Unidos, trabalhando em empresas dos Estados Unidos e recebendo dinheiro dos Estados Unidos. Por que eles não querem aprender o nosso idioma?”.

Depois que ele colocou o cartaz, o restaurante foi alvo não apenas de críticas, mas de ataques físicos. Recentemente um tijolo quebrou uma das janelas de vidro do estabelecimento, bem onde estava o cartaz. “Isso não me intimida e Deus abençoe a América e todos aqueles que querem proteger e servir o nosso país”, fala.

Actualmente, hispânicos ou latinos compõem 8% da população da Carolina do Norte.

Fonte: (tradução: Luciano Sodré)