Publicado em 6/06/2011 as 12:00am

NY também diz 'não' ao Secure Communities

Na quarta-feira(01), o governador de New York, Andrew Cuomo, enviou uma carta ao Homeland Security pedindo que o governo federal suspenda a participação do estado no programa Secure Communities

Na quarta-feira(01), o governador de New York, Andrew Cuomo, enviou uma carta ao Homeland Security pedindo que o governo federal suspenda a participação do estado no programa Secure Communities, afirmando que o projeto está tendo o ‘efeito contrário do planejado’ na sua intenção de prender os mais perigosos criminosos, afetando também os imigrantes que agem de acordo com a lei.

Também citando que o projeto prejudica a denúncia de crimes, o governador disse que o Secure Communities pode causar um grande problema na utilização de testemunhas e informantes para casos de investigação e que demandam apoio voluntário de imigrantes que estão legais ou não no país. Cuomo escreveu a carta após uma forte pressão de legisladores estaduais, ativistas comunitários e apoiadores da causa imigrante, que realizaram uma petição com mais de 6.300 assinaturas pedindo que o estado se negasse a promulgar a medida.

O governador de NY não está sozinho na insatisfação com o projeto. Algumas semanas atrás, o governador de Illinois, Pat Quinn, também enviou uma carta similar ao ICE, pedindo a retirada do estado na participação do programa. Outros estados, como a California, também tem demonstrado desaprovação com a medida no meio político.

Prefeito de NY pediu urgência na reforma imigratória

O prefeito de New York, Michael Bloomberg, disse em Abril,  que os políticos mais conservadores devem parar de combater a imigração e aceitá-la como algo extremamente necessário para os Estados Unidos. Ele citou os imigrantes como uma mola primordial para alavancar desenvolvimento do país. “É preciso que aceitemos os imigrantes indocumentados, que já estão no país, além de fecharmos as fronteiras para evitar que outros entrem ilegalmente”, falou durante uma entrevista ao Fox News Sunday”.

Ele ressaltou ainda que o próprio país incentivou esta vinda, ilegal, dos imigrantes e até hoje nada foi feito de concreto para evitar que mais entrem “pelas portas dos fundos”. Bloomberg deixou claro que o mais importante neste momento é pensar o que fazer daqui para frente. Ele explica que já que o país “abri as portas oferecendo trabalho para estas pessoas”, o que deve ser feito agora é pensar como resolver o problema sem onerar prejuízos aos EUA.

Segundo o prefeito, este problema já se arrastar por 25 anos e vem desde a administração do presidente Ronald Reagan. Na época, foram discutidos meios para conter a entrada dos imigrantes e aprovado uma lei legalizando uma parte dos indocumentados. “Mas nada foi feito para conter o fluxo de imigrantes pela fronteira e hoje o país soma mais de 11 milhões que vivem na clandestinidade”, ressalta, lembrando que na época de Reagan, eram apenas dois milhões.

Fonte: (da redação)

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