Publicado em 7/07/2011 as 12:00am

Casal de brasileiros se entrega ao ICE buscando o 'perdão'

Livia Maria Borges e Welismar de Jesus, que vivem há mais de uma década nos EUA, resolveram tomar a atitude para tentar o 'perdão' durante a Côrte de Imigração, que só é concedida em processos vigentes de deportação

Nas últimas semanas, um casal brasileiro que reside em Chesnut na Pensilvânia, adentrou um escritório da U.S. Immigration and Customs Enforcement, e perguntou a um atendente se a Imigração poderia deportá-los. Parece mentira, mas a verdade é que Livia Maria Borges e Welismar de Jesus, que vivem há mais de uma década no país,  resolveram tomar a atitude para tentar o ‘perdão’ durante a Côrte de Imigração, que só é concedida em processos vigentes de deportação.

Vivendo há mais de 10 anos no país, sem ter cometido crimes, pagando os impostos em dia, inclusive aqueles relativos a trabalhos no ‘cash’, o casal representa um perfil muito comum entre a comunidade imigrante do país, que realmente abraça o país como o seu lar, investindo e contribuindo para a nação. O perfil é um dos requisitos básicos para a aceitação do ‘perdão’ e é um meio ainda desconhecido para alguns brasileiros que ainda tentam se legalizar no país.

O caso envolvendo o casal de brasileiros tem ainda um agravante. Eles são pais de uma criança de 3 anos com necessidades especiais. Cindy Borges de Jesus, de apenas 3 anos,  nasceu no país e perdeu a fala e a movimentação das pernas e braços há oito meses, após se asfixiar durante uma refeição. Ela necessita de ajuda e acompanhamento por pelo menos 16 horas por dia.

O advogado do casal, David Piver, afirma que nos últimos três anos, já assumiu 10 processos similares aos dos brasileiros, sendo que em metade dos casos, os imigrantes tiveram a permanência residente concedida.

Embora com boas intenções, o casal de brasileiro vai enfrentar um novo problema. De acordo com o advogado do caso, ainda não abriram um processo de deportação por conta de uma política de não incentivar outros imigrantes de buscarem o órgão como caminho para tentarem o perdão. Piver questiona a existência dessa política, e critica a inconsistência da mesma, segundo falou ao jornal The Inquirer da Filadélfia.

Foto – arquivo

Além de pagarem impostos e nunca terem cometido crimes em mais de dez anos vivendo no país, eles tem uma filha com necessidades especiais e se mantém confiantes que podem ser ‘perdoados’

Fonte: (da redação)