Publicado em 5/08/2011 as 12:00am

México agradece EUA por tentar barrar lei anti-imigrante

Na segunda-feira(01), a administração Obama anunciou que vai acionar a justiça para barrar a lei HB56, que é considerada uma das mais duras medidas anti-imigrantes já assinadas no país

 

 

Na segunda-feira(01), a administração Obama anunciou que vai acionar a justiça para barrar a lei HB56, que é considerada uma das mais duras medidas anti-imigrantes já assinadas no país

O México agradeceu ao governo dos Estados Unidos por tentar frear, judicialmente, a chamada lei HB56 do Estado do Alabama, que criminaliza imigrantes sem documentos.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do México afirmou que a norma "abre espaço para a possível aplicação indevida da legislação por parte das autoridades locais".

A Chancelaria, no entanto, reconheceu "o direito soberano de todos os países de adotar leis e políticas públicas" que melhor convenham, mas reiterou a necessidade de haver um compromisso para "proteger os Direitos Humanos".

A lei HB56 é parecida com a SB1070, aprovada no Arizona, que também criminaliza a imigração ilegal, mas que não entrou em vigência porque foi bloqueada parcialmente em tribunais locais. Entidades sociais acreditam que cerca de 12 milhões de mexicanos vivem nos Estados Unidos, sendo que metade deles não estão regularizados.

Na segunda-feira(01), a administração Obama anunciou que ia apelar na justiça para barrar a lei assinada pelo governador do Alabama, Robert Bentley. Segundo dados do projeto, aqueles que transportarem ou acomodarem indocumentados, poderão responder judicialmente por não somente infrações civis, mas também criminais. Além disso, pune empresas e companhias que contratarem indocumentados, tornando mandatório o uso do programa de checagem de legalidade, E-Verify, e também requere que escolas chequem comprovantes de nascimentos de seus alunos, exigindo que as mesmas denunciem aqueles que forem indocumentados.

Ativistas pró-imigração e defensores dos Direitos Humanos se revoltaram com o anúncio da medida no começo de junho. “Nós tememos que isso vá gerar medo e discriminação entre os estudantes” afirma Shay Farley, diretora de uma organização pró-imigração do estado, à agência Reuters. A ativista também teme que as requisições pese no orçamento das instituições escolares, que vão ter que arcar com treinamentos e profissionais para as análises. “ Não temos dúvida que se trata da mais severa lei da história do país” afirma Jared Shepherd, integrante de uma organização de apoio aos direitos civis.

A lei está marcada para entrar em vigor no dia 1 de Setembro.

Fonte: ((Ansa /Reuters/ ABTN)