Publicado em 18/05/2012 as 12:00am

"Crianças imigrantes" somam mais que estadunidenses

Pela primeira vez, as crianças imigrantes e de minorias nascidas nos Estados Unidos compõem mais do que as descendentes de cidadãos do país. Isso mostra que em uma década, a população imigrantes cresceu mais do que a própria nação estadunidense. Os dados

da redação

Pela primeira vez, as crianças imigrantes e de minorias nascidas nos Estados Unidos compõem mais do que as descendentes de cidadãos do país. Isso mostra que em uma década, a população imigrantes cresceu mais do que a própria nação estadunidense. Os dados foram apresentados como estimativas do Cesus 2011.

Os dados marcam uma transformação histórica do país na composição racial desta nação. Os Estados Unidos, uma vez dominado por brancos, em breve poderá estar nas mãos de povos de outras etnias. "Este é um marco importante", salienta Roderick Harrison, ex-chefe de estatísticas raciais do Census Bureau e sociólogo da Howard University. "Esta geração está crescendo muito e acostumada com as diversidades dos seus anciões", complementa.

Mesmo assim, conforme relata Harrison, o país atravessa um momento perigoso, onde muitas autoridades lutam para implantar leis anti-imigrantes e em alguns estados as crianças são proibidas de frequentar escolas ou ter direito à saúde, caso seus pais sejam imigrantes indocumentados.

O Census apontou, ainda, que a população da classe imigrante e outras minorias continuam crescendo e estimativas apontam que ela subiu 1,9%, somando hoje 114,1 milhão de habitantes. Isso significa 36,6% da população total dos Estados Unidos. Entre os imigrantes que contribuem para este crescimento está Narcisa Marcelino, 34 anos, mãe solteira que vive com duas filhas, uma de 5 e outra de 10 anos de idade.

Ela chegou aos Estados Unidos através da fronteira mexicana em 2000 e, como todo imigrante, sonha que um dia consiga a legalização. Atualmente ela vive em Baltimore, Washington. Para ajudar no orçamento familiar Narcisa faz comida caseira em sua casa e vende. "Meu sonho é abrir um restaurante e poder dar uma vida melhor para minha família", fala.

Apesar de ser uma imigrante ilegal, suas filhas nasceram nos Estados Unidos. Este tipo de história é comum em milhares de lares espalhados pelo país. "Minhas filhas nasceram aqui e aqui é meu pais e tem mais oportunidades para elas", explica. (TEXTO: Luciano Sodré)

Fonte: Brazilian Times