Publicado em 23/05/2012 as 12:00am

Alabama vai divulgar lista com nomes de indocumentados, em site

O projeto de lei assinado na sexta-feira (18) é considerado um dos mais rigorosos no combate à imigração ilegal

O projeto de lei assinado na sexta-feira (18) é considerado um dos mais rigorosos no combate à imigração ilegal

da redação

Na semana passada, o governador do Alabama, Robert Bentley, criticou, publicamente, um projeto de lei destinado a rever pontos da lei estadual de imigração, considerada anti-imigrante. Ele chegou a anunciar uma sessão legislativa especial para tratar do assunto.

O ponto mais discutido é o que obriga ao funcionários das escolas verifiquem o "status" dos alunos e de seus pais e depois publique os nomes dos indocumentados em um site. Apesar das duras críticas, o governador não hesitou e assinou a lei HB 658, na sexta-feira (18).

Em seu pronunciamento o governador disse que assinou a lei pressionado pelos legisladores do estado e que "o projeto que o Senador aprovou foi diferente e não refletia todas as alterações combinadas anteriormente".

Com o projeto em vigor, o departamento de Segurança Interna do Alabama publicará uma lista de nomes e cidades de qualquer imigrante indocumentado que aparecer no tribunal ou solicitar algum serviço público. Os nomes serão divulgados no site do departamento. Os diretores de escolas também serão obrigados a exigirem a verificação do "status" de todos os alunos e seus pais.

Veja outros pontos da lei aprovada no Alabama:

* Grupos religiosos e humanitários serão penalizados se prestarem serviços a imigrantes indocumentados

* Os proprietários de imóveis estão proibidos de alugar apartamentos ou casas para imigrantes indocumentados

* Aumenta apena criminal para quem abrigar imigrantes indocumentados

O Governador expressou sua preocupação em relação a tornar público os nomes dos estudantes indocumentados e suas respectivas famílias. Mesmo assim disse que a lei ajudará a combater a imigração em seu estado. "Mas se for necessário poderemos rever a situação", finaliza. 

Fonte: Brazilian Times