Publicado em 18/10/2013 as 12:00am

Obama promete prioridade à reforma imigratória

Passada crise fiscal, Obama promete dar prioridade à reforma imigratória

da redação

O presidente Barack Obama disse, no dia 15, que a reforma da imigração será uma prioridade do governo assim que a crise fiscal fosse resolvida. Na noite seguinte, a  Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a proposta para evitar a moratória do país e acabar com a paralisação da Administração federal.

“Uma vez que estiver resolvido, no dia seguinte, vou pressionar pela realização de uma votação (na Câmara dos Deputados) sobre a reforma da imigração”, disse Obama à filial de Los Angeles da emissora de TV em espanhol “Univisión”. As informações foram publicadas pela “Reuters”.

Uma sequência de problemas desviou a agenda do presidente em seu segundo mandato. A revelação dos programas secretos de vigilância do governo, as armas químicas na Síria e a batalha fiscal que paralisou o governo junto com a ameaça de provocar um calote da dívida fizeram com que a reforma da imigração fosse relegada a segundo plano.

Mas Obama, que conquistou a reeleição com o apoio esmagador dos eleitores latino-americanos, mantém a esperança de fazer reformas que facilitem a situação dos 11 milhões de imigrantes indocumentados nos EUA.

Em junho, o Senado aprovou uma reforma da imigração, mas os republicanos da Câmara dos Deputados estão divididos sobre a concessão de status legal para aqueles que estão ilegalmente no país, um passo que muitos veem como gratificar infratores.

Obama culpou o presidente da Câmara, John Boehner, por impedir a votação da reforma imigratória.

“Tivemos uma votação forte de democratas e republicanos no Senado”, disse. “A única coisa agora que está segurando é, novamente, a falta de disposição do presidente Boehner de colocar em votação o projeto de lei no plenário da Câmara dos Deputados”.

Boehner alega que o projeto de lei do Senado não passaria na Câmara, e diz que o problema seria resolvido em partes menores, que incluem disposições mais rigorosas a respeito da proteção das fronteiras.

Fonte: Brazilian Times