Publicado em 25/10/2013 as 12:00am

Obama realiza discurso exigindo aprovação da reforma imigratória

24CHEGOU A HORA

Obama pressiona Congresso para aprovar Reforma Imigratória

 

Durante uma coletiva na Casa Branca, o presidente pediu publicamente ao Congresso para votar em reforma migratória ampla até o final de 2013

 

da redação

Na quinta-feira (24), o Presidente Barack Obama pediu publicamente ao Congresso para votar em reforma migratória ampla até o final do ano; um desafio devido à forte oposição apresentada por muitos republicanos da Câmara dos Deputados. Apesar da imigração ainda ser uma das prioridades do seu segundo mandato, o tema vem sido ofuscado há vários meses, mais recentemente pelo impasse no Congresso na votação sobre o teto da dívida nacional.

A decisão de Obama enfatizar a imigração é resultado da tentativa na Casa Branca em focalizar no início conturbado da reforma do sistema de saúde de sua autoria, onde, durante comentários, ele insistiu que o Congresso possui tempo necessário de votar em uma proposta migratória até o final de 2013.

“Ao invés de criar problemas, vamos mostrar ao povo americano que Washington pode na realidade resolver alguns deles”, disse o presidente.

Em junho desse ano, o Senado aprovou uma proposta migratória que permitiria a legalização de aproximadamente 11 milhões de imigrantes indocumentados que vivem no país. Entretanto, o projeto de lei estagnou na Câmara, liderada por republicanos. “Nada é mais fácil do que esquecê-la”, disse Obama, durante uma coletiva na Ala Leste da Casa Branca. No início dessa semana, a Casa Branca foi encorajada em decorrência dos comentários feitos pelo porta-voz John Boehner (R-Ohio), que afirmou estar otimista que sua Câmara poderia votar em uma proposta até o final do ano. Entretanto, ele tem tido pouquíssimo apoio da ala conservadora do seu partido e, portanto, ainda não é certo se conseguirá o suporte necessário para a reforma ampla buscada por Obama.

A maioria dos republicanos na Câmara dos Deputados disse favorecer a votação de várias emendas distintas na reforma do antiquado sistema migratório do país. Imediatamente após os comentários feitos por Obama, um porta-voz informou que Boehner se opunha à uma lei “massiva” que ninguém entendia.

“A Câmara está comprometido com o bom senso, uma abordagem passo a passo que oferece aos americanos a confiança de que a reforma está sendo realizada da forma certa”, disse o porta-voz Brendan Buck. “Nós esperamos que o presidente trabalhe conosco e não contra nós, enquanto buscamos essa abordagem deliberada”.

Obama, em companhia de alguns legisladores republicanos, tem esperado o crescente poder político dos latinos permitiria a aprovação de uma lei migratória, um objetivo que há muito tempo vem sendo buscado em Washington-DC. Nenhuma reforma migratória ampla foi aprovada desde o projeto de lei apresentado pelo senador republicano de Wyoming, Alan Simpson, atualmente chefe adjunto da comissão de déficit da Simpson-Bowles, foi aprovada pelo Congresso em 1986.

Obama conquistou a maioria dos votos latinos nas eleições presidenciais de 2012, portanto, analistas políticos acreditam que a mudança populacional do país tornará cada vez mais difícil para os republicanos conquistarem a Casa Branca sem a melhora da sua imagem junto à comunidade hispânica. Entretanto, a maioria dos republicanos do Tea Party se opõe à possibilidade de legalização de milhões de indocumentados, mesmo com as multas e o longo tempo de espera que seria imposto pelo Senado. O recente impasse governamental também intensificou o ressentimento com relação a Obama entre os legisladores, que praticamente não tiveram nenhum benefício do acordo feito para reabrir o governo e levantar o teto de empréstimos por parte do governo.

Após a resolução do impasse no Congresso, Obama encorajou os legisladores a considerarem a reforma migratória como a oportunidade de provar à população de que o governo pode funcionar. “Ao invés de criar problemas, vamos provar ao povo americano que Washington (DC) na realidade pode resolver alguns problemas”, disse o presidente.

Fonte: Brazilian Times