Publicado em 6/11/2013 as 12:00am

Tio indocumentado de Obama ganha o Green Card

Onyango Obama, meio-irmão do já falecido pai de Barack, poderá obter a cidadania norte-americana em 5 anos

 Na terça-feira (3), o tio indocumentado do Presidente Barack Obama, que havia ignorado uma ordem de deportação há mais de duas décadas, recebeu permissão oficial de permanecer nos Estados Unidos. O Juiz Leonard Shapiro tomou a decisão depois que Onyango Obama, de 69 anos, testemunhou que vivia nos Estados Unidos há mais de 50 anos, é um trabalhador, paga impostos e foi preso somente uma vez. Questionado sobre sua família nos EUA, ele respondeu que possuía uma irmã e duas sobrinhas e, então, acrescentou, "eu também possuo um sobrinho". Perguntado sobre o nome do sobrinho, ele disse, "Barack Obama" acrescentando, "ele é o presidente dos Estados Unidos". Onyango Obama, o meio-irmão do falecido pai do atual presidente, informou que tem vivido nos Estados Unidos desde 1963, quando entrou no país com um visto de estudante. Durante a década de 80, ele compareceu à diversas audiências de imigração e foi ordenado a deixar os EUA em 1992, entretanto, permaneceu. Durante o seu testemunho, ele se identificou como Obama OkechOnyango, enquanto que as autoridades judiciárias o identificou como Onyango Obama, não esxplicando a discrepância entre os nomes. Ele detalhou ao juiz que levou uma vida tranquila e simples, se graduando na escola secundária em Cambridge e depois na Boston University, na qual adquiriu o bacharelado em Filosofia. Ele acrescentou ter trabalhado durante muitos anos como gerente em uma loja de bebidas alcóolicas em Framingham (MA) e por décadas a ajudar imigrantes africanos a encontrarem habitação e se estabelecerem nos EUA. O Juiz, enquanto anunciava a decisão, citou uma lei que permite aos imigrantes "sem status" a se tornarem residentes permanentes (greencard) se chegaram aos EUA antes de 1972, mantiveram residência contínua e bons antecedentes. Obama alegou que não retornou ao Quênia desde entrou nos Estados Unidos no início da década de 60 e que, portanto, seria difícil para voltar de vez depois de tantos anos. "Sr. Juiz, a América é a terra das oportunidades; a terra de chances", disse ele. O status migratório de Onyango não se tornou público até a sua prisão por dirigir alcoolizado em 2011, na cidade de Framingham (MA). Os policiais disseram que depois de prendê-lo, ele os disse, "eu acho que ligarei para a Casa Branca". Perguntado sobre a veracidade do incidente, ele respondeu que poderia ter dito, mas que não se recorda. As acusações foram suspensas depois que ele cumpriu um ano de liberdade condicional e assistir 14 semanas de aulas sobre os perigos relacionados ao consumo excessivo de álcool. O magistrado disse que levou em consideração os testemunhos sobre o caráter de Obama, incluindo cartas de pessoas que o elogiaram por ser uma "pessoa gentil e decente", além das acusações de conduzir alcoolizado e as discrepâncias do que ele disse às autoridades migratórias há 20 ou 30 anos. "Para mim, ele parece ser um cavalheiro", disse Shapiro. Obama testemunhou que o presidente ficou hospedado durante 3 semanas em sua residência em Cambridge (MA), quando ainda era aluno da Universidade de Direito de Harvard. "Em nossa tradição, os filhos de seus irmãos são seus filhos também", disse ele depois da audiência. A advogada de defesa de Obama, Margaret Wong, o considerou "um cavalheiro idoso maravilhoso". "Ele conquistou o privilégio de permanecer nesse país. Ele tem estado aqui há 50 anos", comentou ela. Após a audiência, Obama deixou rapidamente a Corte de Imigração sem falar com a imprensa. Wong frisou que seu cliente não recebeu nenhum tratamento especial e que estava feliz com a decisão do juiz. Caso o Governo decida apelar, a ação deve ser apresentada em 30 dias. A advogada acrescentou que seu cliente poderá obter a cidadania norte-americana em 5 anos. A Casa Branca havia expressado a expectativa de que o caso fosse lidado como qualquer outro.

Fonte: (da redação)