Publicado em 27/11/2013 as 12:00am

63% dos americanos apóiam um caminho para a cidadania

63% dos americanos apóiam um caminho para a cidadania aos indocumentados

A maioria. Seis de cada 10. 63% dos americanos apóiam um caminho para a cidadania aos imigrantes indocumentados nos EUA, enquanto 14% preferem a opção pela residência legal sem possibilidade de se tornarem cidadãos, de acordo com um relatório divulgado esta semana. O estudo, da organização não partidária Public Religion Research Institute, revela que 73% dos votantes democratas estão a favor de uma via para a cidadania aos 11,7 milhões de imigrantes indocumentados,assim como 60% dos republicanos e 57% dos independentes. Os resultados do relatório provêm de pesquisas realizadas nos estados de Arizona, Flórida e Ohio entre 6 e 10 de novembro. Em junho passado, o Senado aprovou um projeto de lei bipartidária para uma reforma imigratória que inclui uma via para obter a cidadania em 13 anos com exigências como pagamento de impostos atrasados e passar nos exames de inglês e de antecedentes criminais. No entanto, os republicanos da Câmara de Deputados frearam o projeto e o mantiveram estancado no Legislativo. De acordo com o estudo, sete de cada dez americanos consideram esta espera de 13 anos para obter a cidadania muito longa, em comparação aos 24% que acham justo este prazo. O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um discurso nesta segunda-feira (25) em um centro recreativo dedicado à comunidade chinesa em San Francisco enfatizando a necessidade de aprovar o quanto antes a reforma imigratória. Na semana passada, Obama disse estar disposto a aprovar a reforma imigratória por partes, "desde que todas elas sejam ratificadas", e não de modo integral como o projeto do Senado. Esta decisão do presidente, que até agora se havia oposto fortemente contra esta opção, supõe uma mudança em sua estratégia com a intenção de forçar os republicanos a dar um passo à frente. O presidente da Câmara de Deputados, o republicano John Boehner, mostrou-se "animado" com este anúncio de Obama, já que, a seu ver, "a única maneira" de o esforço legislativo para a reforma não fracassar é encarar as questões "uma a uma".

Fonte: (da redação)

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