Publicado em 16/12/2013 as 12:00am

Joe Biden garante ter votos suficientes para aprovar Reforma Imigratória

Vice-presidente garante ter votos suficientes para aprovar Reforma Migratória na Câmara

Líderes republicanos da Câmara dos Deputados já adiantaram que não votarão na reforma migratória aprovada pelo Senado em junho desse ano, entretanto, isso não impediu que o vice-presidente Joe Biden garantisse na quarta-feira (11) que, eventualmente, tal proposta, e sua controversa emenda que permite a legalização de milhões de indocumentados, se tornem oficialmente lei. "Nós iremos aprovar essa proposta do Senado, a qual estamos falando aqui. Isso irá acontecer", disse Biden durante uma entrevista online, na qual ele e Cecília Muñoz, diretora de Política Interna da Casa Branca, responderam perguntas através do Twitter e Skype. Uma mulher perguntou se seus pais, que não são cidadãos, seriam deportados, levando Biden a garantir que a proposta aprovada pelo Senado brevemente será lei. "Você não terá que se preocupar com nada, tampouco os seus pais terão que temer a possibilidade de serem deportados", respondeu Biden. "Eles terão que entrar na fila e esperar exatamente como o projeto de lei determina, então, conquistarão a cidadania em período que seja racional". Durante a entrevista, Biden e Muñoz expressaram extremo otimismo que o sistema migratório ultrapassado do país será reformado e melhorado nos próximos anos. Como razão de tanta esperança, ambos citaram que a reforma migratória possui o apoio de republicanos e democratas, além da maioria da população norte-americana. Entretanto, a promessa do vice-presidente que a proposta aprovada pelo Senado passaria pela Câmara dos Deputados e viraria lei parece, pelo menos agora, irrealista. O porta-voz da Câmara, John Boehner, quem Biden especificamente culpou por "parar" a reforma, disse claramente que sua ala não votará na proposta do Senado e que, ao invés, iniciará o seu próprio processo de reforma migratória passo a passo. O projeto de lei aprovado pelo Senado, ao contrário, abrange segurança na fronteira, a possibilidade de legalização dos imigrantes indocumentados e outros temas na enorme proposta. "Nós já deixamos claro que manteremos uma abordagem consciente, passo a passo sobre como lidaremos com a imigração", disse Boehner, republicano de Ohio, semana passada. "A ideia de que avaliaremos uma proposta de 1.300 páginas que ninguém nunca leu, isso é o que o Senado fez, não acontecerá na Câmara. Francamente, vou deixar claro que não temos a menor intenção de avaliar a proposta do Senado".

Fonte: (da redação)