Publicado em 11/08/2014 as 12:00am

Grupo racista quer receber crianças imigrantes a bala

O repórter Robert Ray, do canal de TV Al-Jazeera América, encontrou-se com dois membros encapuzados do grupo na cidade de Pelham (NC) 

Um dos grupos mais racistas e antigos dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, virou a sua mira para a crise migratória na fronteira com o México. Durante uma entrevista de vídeo, membros do Klan comentaram sobre como a Patrulha da Fronteira deveria atirar nas crianças indocumentadas que tentavam entrar clandestinamente nos EUA, segundo o jornal Latin Post.

O repórter Robert Ray, do canal de TV Al-Jazeera América, encontrou-se com dois membros encapuzados do grupo na cidade de Pelham, na Carolina do Norte, onde foi gravado o vídeo. Depois do encontro em um estacionamento, os dois indivíduos, já trajando o tradicional robe branco e capuz, disseram ao jornalista e seu filmador para segui-los. A entrevista foi conduzida em uma estrada deserta e sem pavimento na zona rural do município.

Robert perguntou aos dois indivíduos sobre como alguns grupos da Ku Klux Klan pediram que as crianças indocumentadas na fronteira fossem recebidas a tiros, nos últimos dois meses.

“Para mim, eles burlaram a lei quando entraram aqui”, disse um dos indivíduos, identificando-se como Robert Jones. “Se não pudermos manda-los de volta, eu acho que se alvejarmos alguns deles e deixarmos os cadáveres espalhados na fronteira, talvez eles percebam que estamos falando sério com relação à suspensão da imigração”.

Jones criticou a administração Obama por não cumprir as leis e permitir que as crianças cruzassem a fronteira. Quando Ray perguntou como atirar em crianças é uma resposta eficaz ao problema, Jones respondeu simplesmente que se tratava de burladores da lei.

“Para início de conversa, essa gente é criminosa quando entram em nosso país”, disse o indivíduo encapuzado. “Quando eles chegam aqui e cruzam clandestinamente a nossa fronteira; estão burlando as leis. O que faz você pensar que eles não continuarão a burlar as leis uma vez que cheguem aqui? Eles continuarão a burlar as leis uma vez que cheguem aqui”.

Fonte: Redação Brazilian Times