Publicado em 26/08/2015 as 12:00am

Juiza Federal ordena que Obama libere crianças em centros de detenção

A juíza Dolly Gee deu o prazo para que a ordem seja cumprida até 23 de outubro

da redação

Ativistas pró-imigrantes aplaudiram a decisão de um juiz federal que ordenou a administração Obama para liberar imediatamente as crianças que estão detidas em centros de detenção da família. O magistrado exortou o presidente a cumprir a ordem.

A porta-voz do “Fair Immigration Reform”, Kika Matos, disse que a entidade sempre lutou para que as crianças não fossem levadas para centros de detenção. “Já falamos muitas vezes que estes lugares não são para elas”, afirmou.

A diretora-executiva da Catholic Legal Immigration Network, Jeanne Atkinson, ressaltou que o governo Obama deve cumprir imediatamente a ordem da juíza Dolly Gee e “acabar com a prática do centro de detenção de família e substituí-la por alternativas mais humanas e menos dispendiosas para os cofres públicos.

A juíza Gee ordenou o governo a liberar crianças "sem atraso desnecessário", bem como seus pais, se eles não representam um risco de fuga ou de ameaça à segurança nacional. Na sentença, divulgada na noite de sexta-feira (21), ela determinou que a ordem seja cumprida até dia 23 de outubro.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse em um comunicado que irá rever a decisão de Gee e "ponderar as opções disponíveis com o Departamento de Justiça".

Esta ordem vem um mês após o DHS pedir a Gee para permitir que o órgão continue detendo crianças e pais que forem detidos na fronteira. Segundo uma nota da agência, “se as crianças e os pais forem liberados, poderá aumentar o risco de que outras pessoas se motivem e desencadeia uma onda de imigração ilegal".

Mas Gee rejeitou o argumento e disse a administração de Obama violou um acordo de 1997, conhecido como “Flores“, uma política nacional que protege crianças que são detidas pelas autoridades de imigração. Ela também condenou as condições "deploráveis" das celas temporárias em que os menores são colocados.

Fonte: Brazilian Times