Publicado em 10/02/2016 as 12:00am

California emite mais de 600 mil "Driver´s licence" para indocumentados

Grupos que defendem os direitos dos imigrantes e especialistas em segurança de tráfego saudaram a lei e afirmam que isso "significa mais motoristas devidamente treinados, licenciado e propensos a ter seguro de seus veículos".

Desde que a California implementou o “Assembly Bill 60”, no início do ano passado, 605 carteiras de motoristas foram emitidas para imigrantes indocumentados, 400 mil delas durante os primeiros seis meses de 2015.

Grupos que defendem os direitos dos imigrantes e especialistas em segurança de tráfego saudaram a lei e afirmam que isso “significa mais motoristas devidamente treinados, licenciado e propensos a ter seguro de seus veículos”.

Segundo o porta-voz do Departamento de Veículos Motorizados da California (DVM), Artemio Armenta, “a nova lei aumentou a segurança nas estradas e colocou mais motoristas habilitados no volante”.

Mas alguns ainda se queixam desta lei, pois ainda há muita burocracia para obtenção do documento. Candidatos esperam por mais tempo para obter a carteira e alguns deles após a aprovação, enfrentam longas filas.

Para ajudar na execução desta lei, o DVM contratou mil funcionários temporários, abriu quatro centros para processamentos adicionais e estendeu o horário de funcionário, incluindo os sábados. "Certamente isso sobrecarrega o sistema", relatou Ann Coil, coordenadora do Santa Ana Tea Party Patriots. "Mais uma vez estamos a dar prioridade às pessoas que não são cidadãs", continuou.

As licenças têm "limites federais" impresso sobre nelas - o que significa que os funcionários federais e agentes da lei em outros estados não são obrigados a aceitá-las como uma forma válida de identificação. A legislação, que foi de autoria do legislador Luis Alejo, foi assinada pelo governador Jerry Brown, em 2013.

Califórnia, que é um estado formado por uma grande parcela de imigrantes, é um dos doze estados norte-americanos a permitir carteira de motorista para indocumentados.

 

Fonte: braziliantimes.com