Publicado em 28/03/2016 as 9:45am

Brasileiros já deportados são presos tentando voltar por Porto Rico

Os agentes do CBP permanecerão vigilantes para prender pessoas que tentarem iludir a detecção em violação às leis federais".

O Departamento de Aduanas e Proteção nas Fronteiras (CBP) informou que no início de março seus agentes prenderam na cidade de San Juan, Porto Rico, dois brasileiros que tentavam embarcar para Nova York. José Aleandro de Araújo Silva, de 29 anos, e José Mário Gonçalves, de 60 anos, comparecerão diante do Juiz Bruce McGiverin quando ouvirão as acusações de tentar reentrar nos EUA após serem previamente deportados.

“Os imigrantes indocumentados e criminosos buscam vários caminhos para chegarem aos Estados Unidos continental”, disse Marcelino Borges, diretor de operações terrestres do CBP de Porto Rico e Ilhas Virgens. “Os agentes do CBP permanecerão vigilantes para prender pessoas que tentarem iludir a detecção em violação às leis federais”.

Silva e Gonçalves foram descobertos em na quarta-feira (2) no Aeroporto Internacional Luís Muños Marin em Carolina, Puerto Rico, quando tentavam embarcar em um voo com destino ao Aeroporto Internacional JFK em Nova York. Ambos apresentaram passaportes brasileiros sem vistos ou carimbo de entrada. Uma inspeção mais detalhada nos arquivos federais revelou que José já havia sido detido pela Patrulha da Fronteira em Brownsville, Texas, e deportado em 2010. Em 2015, ele foi preso novamente em Sarita, também no Texas.

Em outubro de 2015, Silva foi considerado culpado de reentrar clandestinamente nos EUA na Corte Distrital Sul do Texas e, posteriormente, deportado.

Já Gonçalves havia sido detido em 2003 na cidade de Abram, também no Texas, e admitiu ter retornado clandestinamente em fevereiro desse ano com outros imigrantes através da região oeste de Porto Rico.

As autoridades do CBP apresentaram os casos à promotora pública assistente Evelyn Canals, que aceitou apresenta-los ao tribunal. Caso seja considerado culpado, Silva poderá ser multado, preso até 2 anos ou ambas as penas. Já Gonçalves, se for condenado, poderá ser multado, preso até 6 meses ou ambas as penas.

Os brasileiros são considerados inocentes até que seja provado o contrário nos tribunais, informou o CBP.

 

Fonte: bv