Publicado em 25/04/2016 as 6:00pm

Brasileiros a favor e contra o governo de Dilma Rousseff protestam em NYC

A preocupação do grupo contrário ao atual governo era que Dilma utilizasse seu tempo de discurso na ONU para falar sobre sua atual situação

Na sexta-feira, 22 de abril a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e líderes de mais de 175 países, estiveram sede das Organizações Unidas (ONU) em Manhattan, New York City, para a cerimônia de assinatura do Acordo Climático de Paris, porém, para diversos brasileiros, as atenções do dia não estavam voltadas ao acordo e sim à situação política brasileira e no processo de Impeachment que está em curso.

A preocupação do grupo contrário ao atual governo era que Dilma utilizasse seu tempo de discurso na ONU para falar sobre sua atual situação, porém a presidente utilizou mais de oito minutos dos nove que duraram seu discurso, falando sobre o acordo climático e finalizou: "Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso", e assim encerrou seu discurso.

Oriundos de diversas cidades e Estados americanos, brasileiros residentes nos Estados Unidos protestaram desde o início da manhã nas proximidades da ONU.  Outros foram dar apoio para a presidente.

Para Osvaldo Borges de Long Branch-NJ, a ida ao protesto representa o seu desejo de melhora para o Brasil. “Quero que o meu país de origem um dia seja igual aqui, embora não more mais no Brasil tenho família e amigos lá e o povo merece isso. Da minha parte sinto como o dever cumprido até essa parte do processo, mas ainda há muito trabalho pela frente e fico feliz em poder participar deste momento e ser acompanhado por meus filhos. Em 1992 eu estava no ‘Fora Collor’ e hoje estou aqui para tirar esses ‘petralhas’”, finalizou o brasileiro.

Coordenadores do grupo Movimento Brasil Livre (MBL) foram fazer panelaço na frente da casa de Antonio Patriota – embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas, onde a presidente passou algumas horas. Referente ao pedido de “socorro” que todos esperavam que Rouseff fizesse junto à ONU, o MBL concluiu a viagem de Dilma aos EUA como um fiasco. “Na conferência da ONU, comportou-se de maneira minimamente decente - para tristeza da militância, que abandonou a rua após o pronunciamento. O MBL e os deputados Aleluia e Luis Lauro - acompanhados de brasileiros expatriados - impediram a narrativa golpista da presidente, obtendo cobertura de inúmeros veículos de imprensa nacionais e internacionais. Por fim, a presidente ficou trancafiada na casa do embaixador Patriota, amedrontada com o panelaço que organizamos na porta da residência. Vergonhosamente, teve que adiantar o retorno ao Brasil, causando desconforto (e problemas na imigração) para parte da imensa delegação que trouxe ao País”, relataram.

Simpatizantes do governo também marcaram presença. Em defesa à atual gestão, pessoas com bandeiras do MST foram flagradas em frente ao Consulado Brasileiro de NYC, e o que deveria ser o apoio à Dilma causou ainda mais polêmica, e comentários e desaprovações de brasileiros nas redes sociais foram intensas. Candice Morais indagou: “Engraçado, para nós, meros mortais, para tirar o visto temos de comprovar trabalho, residência e estabilidade que comprove o vínculo com o Brasil. Quais documentos foram apresentados por esses desocupados (MST)? E quem está financiando?”

Werlaine Xavier complementa: “Esse movimento é uma farsa!!!! Ou será que ninguem percebeu ainda???”

No final do dia Dilma fez selfies e entregou flores para um grupo simpatizantes de seu governo que a aguardavam. Foi recepcionada com frases como: "Dilma, guerreira da pátria brasileira" e "Força, Dilma. Muita luz, meu amor”.

Fonte: Marisa Abel