Publicado em 4/05/2016 as 11:00am

Brasileira detida nos EUA é liberada pela imigração

Adolescente foi levada a um abrigo e agora está de volta ao Brasil, com a mãe

A estudante de Palmas (TO) Anna Beatriz Theophilo Dutra, 17, desembarcou com a mãe, Leide Theophilo, na manhã desta terça-feira (03) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelos pais da jovem nas redes sociais. Segundo o pai de Anna Beatriz, Eduardo Dutra, as duas devem chegar a Palmas nesta noite.

Anna Beatriz foi detida em Detroit (EUA) no dia 18 de abril acusada de viajar com visto de turista para permanecer em solo americano como estudante. Ela permaneceu as duas últimas semanas em um abrigo na cidade de Chicago.

"Para o consulado brasileiro, é a primeira vez que um processo é tratado com saída de duas semanas", disse a mãe da jovem, Leide, comemorando a soltura da filha em uma postagem no Facebook. "Cansei de ouvir nos EUA que a situação da minha filha Anna Dutra iria demorar no mínimo três meses para resolver", afirmou.

Em nota publicada no Facebook, o pai de Anna Beatriz agradeceu os esforços do Consulado brasileiro no caso da filha. "Embora todas as informações e expectativas iniciais fossem de uma demora superior a dois meses para resolver esta situação e para que ela pudesse ser liberada para retornar ao Brasil, com a mobilização feita e com a repercussão que o caso tomou, conseguimos resolver em tempo recorde", disse.

Prestes a completar 18 anos, a jovem, que mora em Palmas, é emancipada desde o ano passado. Ao terminar o ensino médio, os pais a presentearam com as viagens, para que pudesse conhecer vários países, antes de começar a faculdade. Pela segunda vez este ano, foi para os Estados Unidos. Em janeiro esteve em Miami e em Nova York.

Agora, tinha como objetivo visitar museus e aperfeiçoar o inglês, com uma amiga que mora em Boston. Até março, estava na Argentina, fazendo intercâmbio cultural. Em julho, o destino seria o Canadá.

Os documentos de Anna Beatriz, dinheiro, celular e malas foram apreendidos. Nos primeiros dias, ela só conseguia falar com a família uma vez por semana, durante dez minutos, com viva-voz.

Fonte: braziliantimes.com