Publicado em 25/07/2016 as 3:00pm

Brasileira segue luta para tirar marido da imigração

Claudicéia está cuidando dos filhos sozinha

A curitibana Claudicéia Souza Pereira, 36 anos, continua sua luta para tirar o esposo de uma cadeia de imigração. Ela, que já usou as páginas do Brazilian Times para contar a sua história e pedir ajuda da comunidade, mais uma vez está solicitando o apoio de todos. Ela chegou nos Estados Unidos em meados de junho com um filho de 13 anos, utilizando a fronteira mexicana. Cinco dias antes, seu esposo, o goiano Wellington Pereira, 34 anos, entrou no país com uma filha de 9 anos.

Bastante emocionada e ainda abalada com a história, ela faz um “apelo a toda a comunidade” e fala de sua angústia. Ela disse que conseguiu um advogado que assumirá o caso, mas não tem todo o dinheiro para arcar com as despesas. “Mas a minha preocupação maior é que haverá uma fiança e preciso deste dinheiro para liberá-lo”, fala ressaltando que conta com a ajuda de todos. “Sei que todos têm suas famílias e seus compromissos, mas se cada um puder ajudar com um pouquinho, eu serei eternamente grata”, continua.

Claudicéia acrescenta que, na quinta-feira (21), ficou mais abatida quando encontrou a sua filha chorando e foi perguntar o que estava acontecendo e a menina respondeu que era saudade do pai. “Fiquei sem palavras, com um nó na garganta, mas creio que Deus me dará a vitória”, disse.

ENTENDA A HISTORIA

Claudicéia chegou aos Estados Unidos no dia 19 de junho, um filho de 13 anos de idade. Cinco dias antes, seu esposo, o goiano Wellington Pereira, 34 anos, entrou no país com uma filha de 9 anos. Em ambos os casos, eles foram presos por agentes de imigração no Texas e se apresentaram em um Tribunal, o qual decidiu marcar uma audiência para junho do ano que vem. Foram colocadas no casal tornozeleirias com monitoramento eletrônico e determinado que eles tinham autorização de transitar somente nos estados de New Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island.

Mesmo sendo monitoriado e com tribunal marcado para daqui um ano, o casal estava feliz, pois tinham esperanças de uma legalização no país. Isso porque ambos os filhos são nascidos nos Estados Unidos. Mas na sexta-feira, dia 24, começou o drama de Claudicéia. “Na quinta-feira (23), meu marido foi trabalhar e inocentemente entrou no estado de Maine para realizar um serviço”, disse ela ressaltando que ele deixou o celular no interior da camionete para subir no telhado. “Ele trabalha com instalação e manutenção de calhas”, continua.

Claudicéia disse que o marido terminou o serviço e foi checar o telefone e viu 20 ligações não atendidas da central que monitora a tornozeleira. “Ele ligou de volta e foi informado que ele estava em um local que não poderia estar. Imediatamente Wellington pediu desculpas e a pessoa do outro lado da linha solicitou que ele retornasse para a área de permissão e que no dia seguinte comparecesse ao escritório em Burlington”, explica ela.

O brasileiro, sem saber o que o aguardava, foi ao escritório, mas foi preso e encaminhado para um centro de detenção de imigrantes em Boston (MA). “Ele saiu com a mochila de trabalho e estava todo feliz com o nosso retorno para este país”, disse Claudicéia.

CAMPANHA

Como não tem condições de arrumar o dinheiro tanto para o advogado quanto para um provável fiança, Claudicéia iniciou uma campanha e conta coma ajuda da comunidade e dos amigos. Quem quiser ajudar, pode fazer uma doação através de uma conta aberta no site Go Fund Me (www.gofundme.com/2bnetxw). O objetivo é arrecadar US$10 mil que serão usados para despesas advocatícias e manutenção da família até a liberdade de Wellington. Até o momento foram levantadas menos de US$1.250,00.

Quem não doar pelo site, pode entrar em contato com ela pelo telefone (978) 398-5874.

Fonte: braziliantimes.com